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quinta-feira, 16 de abril de 2015

Drone será usado para ajudar no uso da água na agricultura

DJI cria paraquedas para drones
Drones: objetivo inicial é fazer o mapeamento do ecossistema das áreas próximas às margens dos rios para planejar ações sustentáveis do uso da água.


A fase de testes do programa Rio Rural já foi iniciada para preparar o monitoramento ambiental em áreas rurais fluminenses, por meio de drone, veículo aéreo não tripulado e controlado remotamente, cada vez mais popular no país e no mundo.
A iniciativa é da Secretaria Estadual de Agricultura, em parceria com o governo do estado, e o objetivo inicial do projeto é fazer o mapeamento do ecossistema das áreas ciliares, próximas às margens dos rios, para planejar ações sustentáveis do uso da água na agricultura.
No último dia 12, foi realizado um vôo experimental para marcação de rotas, que ocorreu em um colégio estadual de Nova Friburgo e foi observado por alunos da instituição e filhos de agricultores locais.
Com duração de aproximada de 30 minutos, o vôo foi controlado pelo pesquisador Luis Esquivel, da Universidade de Colônia, na Alemanha, uma das universidades parceiras do projeto, por intermédio do Ministério Federal da Educação e Pesquisa daquele país.
O governo alemão também participa de outros projetos no Rio, com o projeto Integração de Ecotecnologias e Serviços para o Desenvolvimento Rural Sustentável, que realiza pesquisas de desenvolvimento tecnológico.
Entre as universidades brasileiras que apoiam o projeto, estão a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
De acordo com organizadores da Rio Rural, a ideia de utilizar o drone partiu do preço relativamente barato e da facilidade de acesso a lugares, muitas vezes difíceis de chegar, e também da necessidade de economizar água, devido à crise hídrica na região sudeste.
Segundo a programação do projeto, o drone deve começar a trabalhar a partir do meio do ano, depois de mais um teste que ainda não tem data definida. Com o planejamento no uso da água, os agricultores poderão, além de ajudar o meio ambiente, incrementar a renda, economizando água.
Além do monitoramento dos recursos hídricos, o equipamento poderá ser usado no apoio à gestão de microbacias e ao manejo de práticas agropecuárias sustentáveis.
De acordo com o secretário estadual de Agricultura, Christino Áureo da Silva, a parceria com as universidades alemãs estimula um ambiente de inovação, favorável ao desenvolvimento do setor agropecuário.
"Estamos trabalhando para adaptar tecnologias, inclusive aquelas que não são específicas do setor agrícola, como os drones, e colocá-las a serviço de quem vive no campo, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, das condições ambientais e produtivas", afirmou o secretário.
Sobre a segurança do tráfego aéreo da região, a Rio Rural informou que o equipamento irá sobrevoar a área em altitude bem mais baixa que os aviões comerciais, portanto, não deve interferir na circulação.
De acordo com a legislação brasileira para o uso de drones, os aeromodelos não podem ficar em áreas densamente povoadas ou perto de multidões.
Somente pode existir público se houver segurança no vôo; é proibido pilotar em áreas próximas a aeródromos sem autorização e não é permitido atingir altura superior a 121,92 metros (400 pés) da superfície terrestre.  

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Ovelhas podem ser usadas para distribuir Wi-Fi em zonas rurais



Uma fazenda do País de Gales está trabalhando em um projeto que promete desenvolver tecnologicamente as áreas rurais de sua região e, talvez um dia, do mundo todo. A proposta é tornar a exploração agrícola mais inteligente e digital com a ajuda de coleiras para ovelhas que funcionem como um roteador Wi-Fi.
Tudo será conectado à internet e toda a internet será distribuída pelas ovelhas e suas coleiras digitais, que ainda ajudarão a rastrear a sua localização caso se percam pelos grandes campos do País de Gales. As coleiras ainda fornecerão conexão para sensores no solo que poderão detectar uma erosão, dispositivos em margens de rios que podem emitir alertas de possíveis enchentes e ainda rastrear texugos com etiquetas eletrônicas que possam oferecer um perigo de tuberculose bovina.
O professor Gordon Blair, líder do projeto das ovelhas roteadoras, juntamente com sua equipe, receberam da Universidade de Lancaster um prêmio de 171.000 euros para realizarem testes para o Internet of Things (IOT) e descobrirem se ele pode ser estendido a outras áreas rurais. Em entrevista ao Daily Post UK, o professor disse animado: "As possibilidades são ilimitadas".
A tecnologia IOT permite que quaisquer objetos do cotidiano, como geladeiras, campainhas e luzes, possam ser controlados remotamente por smartphones com uma conexão bidirecional gerenciadas por aplicativos.
O projeto começou em dezembro, com a implantação dos sensores de enchente citados anteriormente, o que não levou muito tempo para chegar até as ovelhas, que utilizariam as coleiras pelas quais pudessem ser rastreadas. Depois de alguns estudos, concluiu-se que os animais poderiam servir como pontos de extensão do sinal Wi-Fi necessário para que os aparelhos funcionem e também para a população, desde então começaram a realizar testes seguindo esta filosofia.
A melhoria do acesso à Internet nas áreas rurais remotas é uma perspectiva tentadora, mas Prof Blair disse que o principal objetivo do projeto é avaliar os benefícios ambientais, em vez de aplicações públicas. "As cidades têm sido o foco de grande parte do crescimento neste tipo de tecnologia - ele tem sido usado para manter o tráfego fluindo em nossas estradas, controlar a poluição atmosférica e até mesmo nos ajudar a encontrar uma vaga de estacionamento, já o campo enfrenta desafios próprios, de mudanças ambientais sutis para eventos catastróficos tais como inundações."
Algumas ovelhas já estão usando as etiquetas de identificação eletrônicos, assim como alguns agricultores já usam em seu gado leiteiro colares medidores de atividade para detectar calor e doenças. A aplicação desta tecnologia para o campo não vai ser fácil, mas os pesquisadores acreditam que os benefícios poderiam ser enormes.

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