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sábado, 17 de outubro de 2015

Justiça investiga : vídeo aponta Lulinha, filho de Lula, como dono da Friboi e JBS

Boato – Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, seria proprietário da Friboi, empresa do ramo alimentício. O filho do ex-presidente Lula seria sócio majoritário da JBS, grupo comanda a Friboi.
Já foi dito no Boatos.org que Fábio Luis Lula da Silva, conhecido como Lulinha, é o campeão de hoax na internet. Periodicamente, novas histórias sobre a fortuna do filho do ex-presidente Lula aparecem na internet como a da fazenda milionária e do avião Gulfstream já foram mostrados no site. Para fechar (ou não) a trilogia de Lulinha, o boato de hoje é referente à empresa Friboi.
O hoax ganhou muita força em 2013 com o crescimento da Friboi e a chegada da propaganda com o ator Tony Ramos na TV. Ao contrário do boato da Fazenda Fortaleza, por exemplo, não há um texto na web que explique detalhes da transação que fez de Lulinha o dono da Friboi.
Neste caso, o hoax tem sido espalhado em formato de imagens com mensagens pedindo o boicote ao produto por pertencer a Lulinha ou com citações em meio a outros textos que circulam na internet como sobre a má qualidade dos produtos da Friboi ou sobre uma ação na justiça movida (e perdida) por Lulinha contra a revista Veja, que realmente é verdadeira.
filho-do-lula
Assim como as histórias sobre a Fazenda Fortaleza e o avião Gulfstream GIII, o caso da Friboi e Lulinha é falso. Com medo da ameaça de boicote que tem circulado na internet, a própria JBS se manifestou a respeito.
Pela página do Facebook, a empresa postou um esclarecimento explicando que a Friboi é uma marca da empresa JBS, que é de capital aberto (com ações na bolsa de valores). De acordo com a página, os acionistas majoritários da JBS são membros da família Batista, que reside em Goiás. Os Batista, que têm como patriarca têm 44% das ações da empresa.
Neste link é possível ver toda a composição de acionários da empresa. E não há nenhuma referência ao nome de Lulinha ou Lula. Com a posição da empresa, ficou comprovado que, apesar de realmente ter se tornado um empresário de sucesso após a eleição de Lula para presidente, Lulinha não é o dono da Friboi.
Há uma ressalva, que podem ajudar por que o boato de Lulinha na Friboi ganhou força: O BNDES investiu R$ 7,5 bilhões de reais na Friboi em 2010. Isso pode ser visto nesta matéria do Estadão e detalhes posteriores ao negócio na Isto É.

Leia a explicação da JBS sobre o caso Lulinha

Friboi é uma marca de alimentos, com maior atuação no segmento de carne bovina e é de propriedade do Grupo JBS.
A JBS é uma companhia de capital aberto, com ações negociadas em bolsa e que considera todos os seus acionistas como sócios. Atualmente são 2.943.644.088 ações disponíveis para negociação.
Uma parte significativa das ações são negociadas diariamente na bolsa pelos chamados acionistas minoritários, que compram e vendem ações da JBS todos os dias.
Os nomes dos maiores acionistas da JBS podem ser encontrados no site (http://www.jbs.com.br/ri/), lá será possível identificar que do total de ações, 44% são de propriedade de uma holding chamada FB Participações, que é formada por membros da família Batista, fundadora da JBS.

sábado, 12 de setembro de 2015

Caminhão da Friboi usado para transportar maconha em meio a carne congelada


Um caminhão da empresa Friboi foi interceptado na manhã desta terça-feira (8), em Londrina, norte do Paraná, com 232 kg de maconha. A apreensão foi feita pela equipe da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc). Cinco pessoas foram presas acusadas de tráfico de drogas. A abordagem ocorreu no Posto Corujão, na avenida Tiradentes.
A investigação começou há cerca de três meses, segundo informou a Denarc. Dois funcionários de uma transportadora de Palotina, no Oeste do Paraná, que presta serviços para a Friboi, foram contratados pelos traficantes para realizar o transporte das drogas de Naviraí (MS) para o Norte do Paraná. Diego Winter, 21 anos; e Rodrigo Prates, de 26, receberiam R$ 10 mil pelo serviço.
Os entorpecentes estavam congelados e alocados no meio da carga de carne. As equipes aguardaram no local até a chegada dos receptores, ocupantes de um veículo C4. Ao descerem do carro, os policiais deram voz de prisão e fizeram o flagrante. O motorista e o auxiliar da transportadora não têm passagens por tráfico de drogas. Aos policiais, eles disseram que não conheciam os contratantes do serviço e combinaram tudo por telefone. O trio que trafegava no C4 também não tem antecedentes criminais.
A Denarc ainda informou que a transportadora de Palotina e a Friboi não têm relação alguma com o crime. A maconha, avaliada em R$ 232 mil no mercado ilegal, seria revendida apenas em Londrina. Todos os envolvidos foram levados à sede da Denarc e serão encaminhados posteriormente ao Centro Integrado de Triagem (CIT).

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