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sábado, 31 de outubro de 2015
quinta-feira, 16 de julho de 2015
PMs param viatura para ver jovem fazendo ensaio só de calcinha no DF
Depois de abordarem a modelo, policiais dão ré e param para assisti-la.
Polícia Militar diz que vai apurar; fato ocorreu em frente ao Teatro Nacional.
Um vídeo feito da janela de um edifício no centro de Brasília mostra policiais abordando um fotógrafo e uma garota que fazia um ensaio só de calcinha em frente ao Teatro Nacional. Ao avistar a viatura da PM vindo sobre a calçada, a jovem coloca o roupão. Sem sair do carro, os policiais conversam com os dois e, segundos depois, dão ré e param a cerca de 5 metros da garota. A jovem tira o roupão e ela e o fotógrafo continuam o ensaio.
O vídeo mostra que os policiais ficam parados dentro da viatura observando a modelo por cerca de um minuto. A jovem faz poses e tenta esconder os seios enquanto é observada. Depois, o carro da PM aparece sobre o gramado passando por trás da garota, bem próximo a ela, para só então retornar à calçada e ir embora.
De acordo com o autor das imagens, que preferiu não se identificar, o fato ocorreu por volta das 10h30 da última sexta-feira (10). Ele contou que ficou surpreso com a atitude dos policiais. Inicialmente, disse que achou a abordagem certa, mas que acreditava que os policiais fossem advertir a mulher e o fotógrafo.
De acordo com o autor das imagens, que preferiu não se identificar, o fato ocorreu por volta das 10h30 da última sexta-feira (10). Ele contou que ficou surpreso com a atitude dos policiais. Inicialmente, disse que achou a abordagem certa, mas que acreditava que os policiais fossem advertir a mulher e o fotógrafo.
próximo ao Teatro Nacional, em Brasília (Foto: Reprodução)
"A gente pensou que eles [os policiais] iam mandar parar o ensaio, mas a surpresa foi o fato de a polícia ter dado ré e ter ficado olhando por um tempo para a mulher fazendo as fotos sensuais. Ficar assistindo eu não achei certo, não."
Por e-mail, a Polícia Militar informou aoG1 que vai verificar as circunstâncias do caso e que um processo administrativo será aberto.
A corporação destacou ainda que a atitude da jovem de fotografar seminua em local público pode ser caracterizada como ato obsceno, dependendo das circunstâncias.
A corporação destacou ainda que a atitude da jovem de fotografar seminua em local público pode ser caracterizada como ato obsceno, dependendo das circunstâncias.
Ato obsceno é crime previsto no artigo 233 do Código Penal, descrito como a prática de obscenidade em lugar público, aberto ou exposto ao público. O crime prevê detenção de três meses a um ano ou multa.
segunda-feira, 9 de março de 2015
Moradores fazem panelaço e buzinaço contra pronunciamento de Dilma. Manifestações foram registradas em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e... pasmém, cidades do Nordeste
Ao mesmo tempo em que a presidente Dilma Rousseff fazia seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV, na noite deste domingo, moradores de diversas cidades realizaram simultaneamente um panelaço em protesto ao seu discurso. Em bairros nobres como Higienópiolis, em São Paulo, e Barra da Tijuca, no Rio, as pessoas não só batiam panelas como gritavam palavras de baixo calão contra a presidente.
Durante todo o fim de semana, grupos contrários ao governo combinaram o panelaço em mensagens no aplicativo Whatsapp. O texto de mobilização dizia: “Vamos todos para as janelas e vaiar muito. Também vale disparar alarmes de casas e carros! Passe adiante”.
Assim que começou o discurso da presidente, o primeiro da presidente Dilma Roussef à nação em 2015, os primeiros barulhos foram ouvidos. Além do Rio e São Paulo, foram registrados protestos nos mesmos moldes em Brasília, Belo Horizonte e cidades do Nordeste. Muitos internautas postaram vídeos em seus canais de relacionamento e em redes sociais.
Em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, as pessoas saíram às janelas dos prédios batendo panelas e gritando "fora Dilma", "fora PT". As manifestações começaram na metade da fala da presidente e só se encerraram depois do pronunciamento. Algumas pessoas estouraram rojões. Nas ruas, carros passavam buzinando em adesão a manifestação.
Alem de ataques a Dilma e ao PT, alguns manifestantes aproveitaram para incentivar a manifestação pró-impeachment, programada para o próximo domingo. Nas redes sociais, internautas comparavam o próximo dia 15 ao de 29 de maio de 1992, quando jovens foram às ruas de cara-pintadas pedir a saído do então presidente Fernando Collor do governo.
Na TV, enquanto era alvo do protesto, Dilma disse compreender a irritação e preocupação de brasileiros diante do cenário atual, com inflação em alta, economia fraca e aumento do endividamento das famílias. A presidente pediu a confiança da população e conclamou a todos a se unirem em um esforço coletivo para a retomada do crescimento do país.
— Você tem todo direito de se irritar e de se preocupar. Mas lhe peço paciência e compreensão porque esta situação é passageira. O Brasil tem todas as condições de vencer estes problemas temporários. E esta vitória será ainda mais rápida se todos nós nos unirmos neste enfrentamento. Peço a vocês que nos unamos e que confiem na condução deste processo pelo governo, pelo Congresso, e por todas as forças vivas do nosso país e uma delas é você — afirmou a presidente em pronunciamento.
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O Globo
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