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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Pesquisa revela que casais monogâmicos estão tão propensos a contrair DSTs quantos praticantes de Swing

A primeira vista parece ser um grande sacrilégio afirmar que casais tradicionais (monogâmicos) correm os mesmos riscos de contrair DSTs que casais que praticam swing, já que estes se relacionam com vários outros parceiros. Como então seria possível ter taxa semelhante de infectados por DSTs???
A resposta é mais simples do que se imagina. Swingers geralmente são muito mais conscientes em relação ao uso do preservativo.
Um levantamento com 554 pessoas constataram que casais monogâmicos são menos propensos a usar preservativos e a fazer testes para doenças sexualmente transmissíveis – mesmo quando não estão sendo fieis aos seus parceiros. Segundo Justin Lehmiller, psicólogo da Ball State University e autor do estudo, “As pessoas em relacionamentos abertos parecem tomar uma série de precauções para reduzir os seus riscos para a saúde sexual”. Para as pessoas em relacionamentos supostamente exclusivos, Lehmiller disse, “este risco é agravado pelo fato de que os trapaceiros são MENOS propensos a fazer testes de DSTs, portanto, quando se infectam, estarão menos propensos a descobrir a doença antes de transmitir para o parceiro.”
O psicólogo Terri Conley, da Universidade de Michigan, disse que os resultados apresentados na pesquisa de Lehmiller é semelhante às descobertas de sua equipe em outro estudo de 2012: Pessoas em relacionamentos abertos eram mais propensos a usar preservativos corretamente em encontros sexuais, do que pessoas em relacionamentos exclusivos. Portanto alerta que mais financiamento é necessário para testar DSTs diretamente nos participantes da pesquisa, em vez de depender de ‘relatórios’ dos próprios pesquisados, notoriamente com dados não confiáveis para infecções de DSTs.
Clique aqui para ver a pesquisa de Justin Lehmiller | Singers Pics

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Antes de transar sem camisinha descubra quantos parceiros sexuais indiretos você já teve na vida

“João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém”, diz Carlos Drummond de Andrade no poema Quadrilha. Na vida as coisas não são muito diferentes. Hoje você ama uma pessoa, mas essa pessoa já amou tantas outras que vem cheia de histórias, vivências, manias, vírus e bactérias. Sim, a gente carrega tudo dos relacionamentos passados, inclusive DSTs.
Parece chato quando a gente insiste nesse papo de sexo com camisinha e sua importância, eu sei, mas pensa só: você pediu para o seu parceiro fixo fazer uma bateria de exames para garantir que ele não tem nada? O mais comum é que as pessoas não peçam mesmo, elas apenas acreditam que como estão em uma relação monogâmica as doenças não chegam até elas. Mas esquecem que todo mundo teve uma vida antes daquele relacionamento.
A Lloyds Pharmacy, empresa inglesa, se baseou na teoria de seis graus de separação – que diz que todo mundo está ligado entre si por até seis amigos de separação – para calcular com quantas pessoas você já fez sexo indiretamente. A calculadora (clique aqui e faça a conta da sua vida) utiliza estimativas e baseia-se em estudos comportamentais sobre números de parceiros.
Você coloca ali quantas pessoas já se relacionou sexualmente e em que faixa etária cada uma das relações aconteceu. A calculadora, então, cruza informações e te dá um número que normalmente é exorbitante. Essa é a representação do risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis ao transar sem camisinha. Melhor não arriscar, né?

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