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domingo, 20 de setembro de 2015

China usa drones e mosquitos esterilizadores contra a dengue

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Drones: vão sobrevoar zonas da província e tiram fotografias em telhados e terraços das casas e procurar água parada na parte superior dos edifícios


Pequim - As autoridades da área de saúde do sul da China começaram a usar drones e mosquitos macho modificados em laboratório capazes de esterilizar as fêmeas para combater o dengue, informou nesta terça-feira o jornal oficial "China Daily."
As medidas serão adotadas no verão na província de Cantão, onde no ano passado houve mais de 43 mil casos desta doença (10 vezes mais que em 2013), dos quais seis foram mortais.
Os drones, nove no total, sobrevoam zonas da província e tiram fotografias em telhados e terraços das casas, já que em algumas ocasiões a água parada na parte superior dos edifícios se transforma no principal caldo de cultivo de mosquitos portadores do dengue.

Os mosquitos usados nos programas de prevenção estão infectados com uma bactéria chamada wolbachia, que provoca a esterilização das fêmeas com as quais os machos se acasalam (ainda serão capazes de pôr ovos, mas destes não sairão novos insetos).
Criados em um centro de pesquisa de Cantão desde julho, estes mosquitos estão sendo testedos por enquanto em uma ilha da região, na qual são libertados aproximadamente meio milhão deles cada semana.
No ano passado, o sul da China viveu um forte aumento de casos de dengue, que os especialistas atribuíram a uma epidemia originada no sudeste asiático, onde esta doença é frequente.
Neste verão os casos se reduziram, embora a vizinha Taiwan esteja vivendo uma epidemia sem precedentes, com cerca de 10 mil casos que as autoridades temem que se multipliquem até os 30 mil nas próximas semanas.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

Por que os mosquitos preferem picar bebedores de cerveja?


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Todo mundo já passou por aquela situação insuportável na qual foi frequentemente picado por mosquitos, enquanto as outras pessoas ao redor foram poupadas. Por que você foi o alvo?
Por que algumas pessoas são mais picadas por mosquitos do que outras?

Como ter uma resposta definitiva

Observações anteriores haviam argumentado que mosquitos preferiam picar pessoas maiores (que produzem mais CO2), bebedores de cerveja e mulheres grávidas. Embora a dieta tenha sido muitas vezes suspeita como um fator, nada que comemos (nem mesmo alho) parece ter um efeito importante quando examinamos a ligação entre picadas e alimentos minuciosamente.
Uma nova pesquisa da King’s College London afirma finalmente ter encontrado a resposta. Os cientistas estudaram as preferências dos mosquitos, especificamenteAedes aegypti, em um grupo de voluntários retirados de um grande grupo de estudo com gêmeos idênticos e não idênticos do Reino Unido. A razão para usar ambos os tipos de gêmeos é separar os efeitos da natureza e da criação (ou seja, analisar o papel tanto dos genes quanto do ambiente).

Descobertas

Os gêmeos colocaram suas mãos em uma cápsula selada, onde seus odores atraíram ou repeliram 20 mosquitos sem permissão para picar. Cada participante recebeu uma pontuação de atração em relação a sua dupla, na outra extremidade da cápsula.
Sem surpresa, os gêmeos idênticos, que compartilham todos os seus genes, tiveram pontuações de atração consistentemente mais semelhantes em comparação com gêmeos fraternos, mostrando um claro componente genético.
Isso quer dizer que seu DNA influencia se você é mais picado por mosquitos do que outras pessoas.

Cheiros únicos e… genéticos

Os pesquisadores perceberam que os produtos químicos que causavam os odores corporais de cada pessoa poderiam vir de glândulas na nossa pele ou dos milhares de milhões de micróbios na superfície.
Eles haviam eliminado as bactérias como uma causa dos nossos cheiros, uma vez que elas não podiam ser influenciadas geneticamente. Acontece que estavam errados. Elas não só podem, como de fato são influenciadas geneticamente.
Nós todos temos espécies microbianas muito diferentes e originais em nossas bocas, vísceras e pele – algo como uma “impressão digital microbiana única”.
Até recentemente, pensava-se a variedade de bactérias em cada um era aleatória. Porém, estudos recentes, novamente usando gêmeos do Reino Unido, demonstraram a importância dos genes em influenciar o tipo de bactérias que florescem dentro de nós.

Conclusão

Assim como os mosquitos, certos micróbios preferem conviver com a gente e acham bastante agradável se estabelecer em nossos corpos.
Eles produzem muitas das vitaminas e substâncias químicas em nosso sangue, e sua diversidade contribui para a nossa saúde. Eles também são, provavelmente, responsáveis pela maior parte dos nossos cheiros. Mesmo lavar as mãos regularmente não pode remover essas bactérias.
Então, da próxima vez que você for picado por um mosquito, não culpe a má sorte ou o seu repelente barato – pense nos processos evolutivos surpreendentes que levaram a sua composição genética, que por sua vez fez com que uma determinada comunidade de micróbios quisesse viver em você, e então essa comunidade passou a produzir substâncias químicas que algumas espécies de mosquito acham irresistíveis.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

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