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sábado, 19 de setembro de 2015

O lado obscuro por trás do mundo da pornografia



Documentário mostra como a promessa de vida fácil, muito dinheiro e fama seduz milhares de jovens garotas a ingressarem no ramo da pornografia para ter uma carreira que durará apenas alguns meses.





O novo documentário “Hot Girls Wanted” lança uma luz forte no mundo da pornografia “amadora” centrado em Miami (EUA), onde o dinheiro fácil e a fama levam muitos jovens recorrem ao sexo como uma maneira de realizar seus sonhos.
O filme estreou na Netflix após sua estreia no Sundance Film Festival em janeiro, e relata as experiências de um grupo de meninas em torno de 18 anos que deixaram para trás sua cidade natal em busca de aventura, sem saber onde se metiam.

“Não são putas, são umas românticas incuráveis”, disse Ronna Gradus, que dirigiu o filme junto com Jill Bauer, em uma reunião com a imprensa realizada em Los Angeles.
Os cineastas descrevem estas iniciantes do pornô como meninas doces amadas por seus pais e criadas no seio de uma família de classe trabalhadora em uma pequena cidade americana.
“Elas têm fogo no estômago, são inteligentes, muitos só tiveram um par de parceiros e não entram na pornografia porque querem ter sexo com qualquer um, é uma maneira de escapar”, disse Bauer, que insistiu que todas ansiavam por uma aventura .
“Hot Girls Wanted” abre as portas para o espectador de uma casa em Miami gerenciada por um “recrutador” de jovens promessas para a indústria do pornô amador, que encontra seus novos talentos através de anúncios publicados no site Craigslist.
O documentário mostra como é fácil para “contratar” essas meninas, para as quis eles pagam a passagem e dão alojamento para iniciar a sua carreira, que na maioria dos casos, dura apenas alguns meses. Nesse negócio o consumidor se cansa rapidamente de caras novas.
As imagens retratam a convivência afetuosa de jovens que se apoiam, falam de suas ilusões e se alegram com o sucesso de seus vídeos distribuídos em sites que têm uma média de 41 milhões de page views por mês.
As novatas inventam um nome artístico e se lançam a conquistar seguidores no Twitter, que é “sua ferramenta de marketing”, disse Gradus, que destacou o tanto de pornografia que há nessa plataforma.
“Se o seu filho tem acesso ao Twitter pode seguir estrelas pornô e ver conteúdos explícitos durante todo o dia”, disse Bauer.
Para os realizadores há uma influência indireta do conteúdo gerado pela indústria do entretenimento nas decisões dessas meninas.
“Hollywood não as fez fazer isso, mas o usam como justificação. Quando você vê Miley Cyrus recebendo dinheiro em sua virilha não é tão difícil de fazer essa ligação e nas casas dessas meninas os reality shows passam a todo momento e é algo com o que elas cresçam “, disse Gradus.
O documentário viaja com uma das meninas para a sua cidade e mostra o momento em que ela diz a seus pais que havia começado a fazer pornografia para a Internet, situação que se produziu “organicamente” para a surpresa dos diretores que estavam prestes a entrar na história de outra jovem.
Foi o caso de uma nova recruta que tinha acabado de se instalar na casa de Miami.
Depois de uma conversa com ela para descobrir suas motivações, eles descobriram que ela estava um pouco perdida.
“Não havia processado o que estava fazendo”, disse Bauer. Eles voltaram para encontrá-la no dia seguinte e estava “triste”.
“Ela tinha descoberto que não usavam ​​preservativos” e, em seguida, queria voltar para sua família, mas não tinha dinheiro, disse a Bauer, que junto com Gradus decidiram que iriam pagar a passagem de avião.
“Como as mulheres não podíamos ficar sem fazer nada”, disse Bauer, embora isso significasse que como documentaristas isso lhes seria um “dilema moral” disse Gradus.
Quando eles voltaram para a casa, viram que a jovem já tinha feito iniciado boas relações com o resto das aspirantes a estrelas pornográficas e suas prioridades mudaram.
“Descobrimos que a fantasia, as possibilidades de viver essa vida e ter muito dinheiro, era mais atraente para ela do que voltar. As outras meninas disseram que acabaram de conhecer um rapper”, disse Gradus.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

#WTF? Ed Motta se recursa a falar português em show e causa polêmica

O músico entrou em mais uma confusão nas redes sociais e levantou questões como o comportamento dos brasileiros e o patriotismo.


Nessa quinta-feira (09), pouco mais de 7h atrás, o músico Ed Motta causou uma verdadeira revolução (negativa) nas redes sociais, ao fazer uma observação nem um pouco patriótica em sua página do Facebook. Para entender exatamente o que rolou, é só clicar aqui.
Bom, quem acompanha um pouco a carreira do cantor, sabe que ele nunca escondeu sua preferência pelos Estados Unidos e Europa. Nos anos 90, quando separou-se da Conexão Japeri e começou a carreira solo, o cantor passou a fazer um som mais puxado para o jazz pop e experimental, o que desagradou muita gente por aqui. Nessa época, por volta de 1994, ele mudou-se para Nova York e apesar de seu site oficial dizer que nessa fase “Ed descobriu a força e beleza da música brasileira, mergulhando na obra de Tom Jobim, Edu Lobo, Chico Buarque, Guinga”, vemos claramente que a história não é bem assim.
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O músico tem mais de 25 anos de carreira. (Reprodução/Facebook)
Vale lembrar também que o colecionador de mais de 30 mil vinis se define como um músico AOR(adult-oriented rock, ou “rock para adultos”), que seria um estilo pop de alta excelência e técnica. Algo que ele supõe que o público brasileiro é “simplório” demais para entender.
Inclusive, seu décimo terceiro álbum leva esse nome. Dá uma olhada:

Mas voltando à polêmica de hoje. É claro que mais uma vez o povo não ficou calado ao discurso de mau gosto do cantor e retribuiu o “carinho” com comentários e até memes.

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(Reprodução/Facebook)
E não pense que Ed se intimidou com os xingamentos e críticas, ele continuou com a publicação no ar e respondeu muitos dos comentários, como esses aqui:Pois é, como bem lembra o comentário de Thiago Pádua, não é a primeira vez que o cantor faz comentários, no mínimo, polêmicos (para não dizer outra coisa). Em maio de 2011, ele postou a seguinte declaração em sua página no Facebook:
Estou em Curitiba, lugar civilizado, graças a Deus. O Sul do Brasil, como é bom, tem dignidade isso aqui. Frutas vermelhas, clima frio, gente bonita. Sim porque ooo povo feio o brasileiro. Em avião, dá vontade chorar. Mas chega no Sul ou SP gente bonita compondo o ambiance.
Não parou por aí! Ele ainda comentou que “mulher feia tem que ser mega competente” e até citou a cantora Paula Toller como um exemplo de mulher que é linda, mas burra e sem nenhum talento. Vendo todo esse absurdo, é claro que a galera desceu a mão nos comentários e quando questionado sobre sua beleza, o cantor deu uma resposta que causou mais revolta:
Ô, xará, aprende comigo que é o máximo que você, mortal medíocre, pode fazer. Eu estou num plano superior, te respondi só porque tens o meu nome, mané. Essa porra é um lixo e eu tenho pena de ignorantes como você… Brasileiros… A cultura que eu vivo é a CULTURA superior. Melhor que a maioria, ya’ know?
Na época, ele foi questionado por vários sites e jornais e reconheceu que fez alguns comentários infelizes, mas se defendeu falando que aquilo era uma brincadeira com amigos, já que ele não sabia que o perfil era público, e ainda disse que é o tipo de coisa que qualquer pessoa fala em casa ou na mesa do bar.
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Não foi só a vocalista do Kid Abelha que ele cutucou! Caetano Veloso, Lenine, Marcelo Camelo e Daniela Mercury também entraram na roda. (Reprodução/Facebook)
Ainda nos comentários da publicação feita nessa quinta, um usuário mencionou o documentário “O Complexo de Vira-Latas”, que fala justamente sobre esse sentimento de inferioridade do brasileiro. O doc comenta como o povo acha que nada pode dar certo no Brasil e que só lá fora é possível encontrar qualidade de vida, cultura e civilização. Uma coisa meio Ed Motta lifestyle, em inglês, como ele mesmo prefere dizer. Ó:

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