Drone quase acerta esquiador na Itália | Reprodução de vídeo
O austríaco Marcel Hirscher, quatro vezes campeão mundial de esqui slalom, escapou por muito pouco de um sério acidente. Enquanto fazia sua descida em uma prova em Madonna di Campiglio, na Itália, Hirscher quase foi atingido por um drone que despencou do céu.
O equipamento se espatifou na neve poucos centímetros atrás de Hirscher, que completou sua descida normalmente, mas depois desabafou e reclamou do episódio.
- Isso é horrível e não pode acontecer de novo. Isso pode resultar em uma lesão séria.
A companhia responsável pelo aparelho prometeu uma investigação para descobrir as causas da queda, mas a Federação Internacional de Esqui já anunciou que os drones serão proibidos nas competições administradas pela entidade.
Uma história trágica e extremamente triste começou com o uso indevido de um drone e acabou com um bebê perdendo um dos olhos. Tudo isso aconteceu em Stourport-on-Severn, uma pequena cidade ao norte de Worcestershire, na Inglaterra. O pequeno Oscar Webb, de apenas 16 meses, brincava próximo a Simon Evans, que operava seu drone descuidadamente.
Evans então perdeu o controle do aparelho, que atingiu o garotinho no rosto e danificou seriamente um de seus globos oculares. Oscar foi levado de ambulância para o hospital juntamente com sua mãe, Amy Roberts, que só percebeu que seu filho estava vivo durante o trajeto. Porém, era óbvio que o olho do menino estava muito machucado pelo choque com o drone.
Acidente inédito
O cirurgião de Oscar afirmou ter sido a primeira vez que tratou desse tipo de ferimento causado por um drone. Faye Mellington, consultora de cirurgias oculares e oculoplástica, disse também que, apesar de ter testemunhado uma grande quantidade de acidentes relacionados aos olhos, nunca tinha visto um causado por esse tipo de aparelho e ainda relatou que dada a crescente popularidade dos drones, é inevitável que vejamos cada vez mais desse tipo de fatalidade.
Após todo o procedimento médico, o pequeno Oscar perdeu um globo ocular, mas felizmente manteve intacta a visão do outro olho. Ele ainda deve passar por mais uma cirurgia plástica para poder colocar uma prótese.
A Autoridade de Aviação Civil do Reino Unido lançou uma série de orientações para pilotos de drones e afins e aguarda uma consulta pública antes do governo lançar uma estratégia oficial em 2016. Confira algumas das diretrizes publicadas, que inclui também um vídeo de instruções:
Antes de cada voo, verifique se o drone apresenta algum dano e certifique-se de que todos os componentes estejam funcionando de acordo com o manual de instruções.
O drone deve permanecer dentro do campo de visão do operador o tempo todo.
O operador é responsável por evitar colisões com outras pessoas e objetos.
O drone não deve ser pilotado de nenhuma maneira que possa trazer perigo para pessoas ou propriedades.
É ilegal pilotar drones sobre áreas congestionadas, como ruas ou cidades.
Mantenha-se bem afastado de aeroportos ou outros campos de pouso e decolagem.
Não pilote drones a menos de 50 metros de pessoas, veículos, prédios ou outras estruturas, nem sobrevoe grupos de pessoas a qualquer altura.
Essa matéria fala de dois assuntos que, aparentemente não tem muito em comum:drones e casamentos. Os robozinhos voadores – cada vez mais populares – fazem de tudo um pouco, desde espionagem de ponta e detecção de trapaceiros até entregas de pizzas e “confrontos” contra artistas em apresentações ao vivo. Calma, não vamos dizer que esses equipamentos estão juntando os trapinhos, mas sim que estão se revelando ferramentas bem completas para registrar a união de casais por todo o mundo.
Pode parecer bobagem, mas a filmagem desse dia tão especial com os ágeis drones permite que os noivos possam ter um ângulo bem diferente do casório. Voos pelo cenário, tomadas amplas e um visual cinematográfico ampliam as possibilidades de registro e estão agradando tanto recém-casados como pessoas que ainda estão planejando a cerimônia. Só no YouTube são mais de 100 mil vídeos capturados com esse recurso, mostrando que a tendência está em alta e deve se popularizar cada vez mais.
Claro que nem todos os clipes são um sucesso, já que a empreitada depende bastante da experiência ou habilidade do condutor do equipamento. Não é raro que a brincadeira acabe, em alguns casos, com os pombinhos ostentando hematomas gerados por um toque “gentil” do objeto voador. O site Popular Science separou algumas das melhores produções do estilo e você pode conferir a listagem abaixo.
1. Todo mundo de olho no drone
Apesar da filmagem de qualidade, com o aparelho sobrevoando com maestria o casamento e capturando danças e comemorações de um jeito bem diferente, essa produção evidenciou algo que pode atrapalhar os fotógrafos da festa que estão em terra: o drone se torna o centro das atrações em alguns momentos. Será que demora até os convidados se acostumarem com a presença do brinquedinho voador?
2. Peraí, também quero beijar... oops!
Conseguir uma tomada de um beijo romântico entre os noivos parece ser uma tarefa para poucos, mas a pessoa que controla o drone nesse clipe não se dá por vencida e insiste na linda cena. É preciso uma série de tentativas até que as condições e o ângulo perfeito surjam. O condutor não desperdiça a chance, coloca o dispositivo no ar mais uma vez e investe com muita firmeza e direção ao casal. O nocaute aos 1:24 é um mero detalhe para tornar essa união algo inesquecível –pelo menos até que a dor de cabeça passe.
3. Precisão e qualidade
Aqui, é possível ver a habilidade de um verdadeiro profissional no comando de um desses equipamentos voadores. A câmera áerea faz uma geral da bela região conhecida como Rusty Pelican, na Flórida, antes mesmo de os convidados chegarem. Quando a celebração começa o drone pousa e espera até que a união esteja concretizada para voltar aos céus a tempo de registrar os recém-casados caminhando como marido e mulher. Tudo feito de forma simples, muito bonita e, o mais importante, sem colocar ninguém em risco.
4. Beber, cair, levantar (ou não)
Esse vídeo mostra exatamente como os drones são perigosos nas mãos de seres desprovidos de qualquer experiência – mesmo que eles não possuam uma única arma ou estejam no Afeganistão. O rapaz com o controle do robô voador pelo menos tem a decência de levar o equipamento para fora da área coberta, mas isso não é suficiente para evitar que ele quase caia na água, saia voando descontroladamente e acabe por acertar uma árvore na direção contrária dos noivos. Aparentemente, um treino prévio é mais que necessário para a tarefa.
5. Simples, mas com muito estilo
Dá para dizer que esse é o grande destaque entre as produções selecionadas. Além da trilha sonora matadora – vinda diretamente dos filmes do Indiana Jones –, o próprio noivo é o responsável por pilotar o drone durante o momento derradeiro de seu matrimônio. O aparelho chega ao altar trazendo nada menos do que as alianças do casório e toda operação ocorre de forma surpreendentemente tranquila, para alegria do casal e dos amigos e familiares no local. No fim, todo mundo adora histórias com finais felizes, não é?
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A conclusão que se tem é que se pode conseguir ótimos resultados filmagem desse tipo, mas, ao mesmo tempo, também é possível afirmar que basta contratar um profissional não tão bom – ou aquele seu primo que cobra baratinho – para que o casamento se torne alvo de um drone ou piloto com sangue nos olhos.
Com o recurso se popularizando não deve demorar para que o robô aéreo seja oferecido como parte do pacote de casamento em terras brasileiras. A dica é pesquisar bastante antes de fechar negócio ou, pelo menos, contratar um cinegrafista tradicional para não perder nenhum momento da festança.
Qual é o perigo que corre um drone ao sobrevoar calmamente um campo de rúgbi? Nenhum, a não ser que esteja jogando algum craque com o chute forte e preciso o suficiente. Foi o que aconteceu nesse campo de treinamento na Nova Zelândia. A filmagem deveria fazer parte de um vídeo que está sendo feito para a formatura do Rosmini College.
Quando o drone é avistado pelos alunos que treinam no campo, um deles, extremamente habilidoso, prepara o chute e manda ver na bola. A redonda teleguiada vai sem erro no dispositivo e o leva ao chão sem cerimônias. Não dá para saber o que aconteceu depois, mas provavelmente o atirador deve ter recebido uma bela punição. Confira no vídeo.
O Ministério da Justiça do Reino Unido revelou que nove tentativas de utilização de drones para contrabandear itens diversos foram impedidas na Inglaterra e em Gales nos primeiros cinco meses deste ano. Segundo as autoridades britânicas, a ameaça ainda é pequena, mas deve crescer significativamente com a popularização e barateamento desse tipo de tecnologia.
Um dos drones estava sendo usado para levar celulares e drogas para dentro da prisão de Bedford em março, mas foi interceptado pelos guardas. Há receios de que esse tipo de equipamento possa eventualmente ser utilizado para transportar armas para os presidiários, o que levou a situação a ser classificada como uma “ameaça emergente” por instituições do país.
Segundo Eve Richard, do National Offender Management Service (NOMS), até mesmo as prisões de segurança máxima podem estar vulneráveis e, embora não existam evidências de que alguma das tentativas deu certo no Reino Unido, a possibilidade existe. “Isso ainda não é uma grande questão no momento, mas há potencial para que ela aumente e se torne um problema maior”, acrescenta.
No mundo todo
Os riscos causados pela popularização e facilitação do acesso da população em geral aos drones não é algo exclusivo do Reino Unido. Recentemente, tentativas de contrabando de drogas, celulares e tabaco para dentro de prisões nos Estados Unidos – em uma delas, no estado de Ohio, um aparelho conseguiu levar maconha e heroína até os prisioneiros.
E não é somente dentro das prisões que os drones estão sendo usados para fins nefastos. No Ceará, um grupo de assaltantes de banco vinha utilizando os aparelhos voadores para obter informações sob funcionários de agências bancárias e pressioná-los a colaborar com seus roubos. Saiba mais sobre o caso clicando aqui.