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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Novo drone Disco da Parrot chega com formato de avião e pilotagem fácil - Vídeo

Se você sempre pensou em ter um drone, mas gostaria de algo mais parecido com um avião e menos com um quadricóptero, então a Parrot tem uma novidade interessante para você. Durante a CES deste ano, a empresa apresentou seu novo modelo de aparelho voador, o Disco, um dispositivo inteligente e fácil de controlar que pode atingir velocidades impressionantes para um aparelho voltado para os consumidores.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Parrot Hydrofoil: um minidrone para você voar e navegar em águas calmas

Parrot está com um novo minidrone que pode gravar vídeos e capturar fotos voando ou navegando. Como um híbrido, o Hydrofoil possui uma estrutura destacável que lembra um catamarã, uma espécie de embarcação, permitindo que ele navegue por piscinas, lagos e represas.
Para pilotar o gadget, o usuário precisa ter um smartphone Android ou iOS e utilizar o aplicativo acompanhante FreeFlight3, que se conecta ao híbrido via Bluetooth. O Parrot conta com quatro hélices que carregam o drone no ar a até 17 km/h — montado com a estrutura para a água, ele navega a 5,4 nós (cerca de 10 km/h).
De acordo com a fabricante, por causa da estrutura do "catamarã", a resistência da água é diminuída consideravelmente. Infelizmente, ele também sofre do mesmo problema que muitos drones no mercado possuem: a bateria, que dura apenas sete minutos e tem um recarregamento completo em 25 minutos.
O Hydrofoil tem uma memória flash de 1 GB, Bluetooth para conexão (podendo ficar até 20 metros longe do smartphone), bateria de 550 mAh e uma câmera VGA de 300 mil pixels (640x480) para você gravar pássaros ou peixes.
Se você ficou interessado no minidrone da Parrot, o preço nos EUA é de US$ 179. Em conversão direta, R$ 557, mas sem impostos e taxas de importação. 
FONTE(S)

Análise: drone Hubsan X4 H107C



Os drones – também conhecidos como Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) – viraram uma febre no mundo inteiro. Inicialmente projetados para finalidades profissionais, esses equipamentos logo caíram no gosto do povo quando os primeiros “drones civis” começaram a ser comercializados por empresas especializadas.
A Parrot, criadora do famoso AR.Drone, pode ser encarada como uma das responsáveis por fomentar esse mercado tão curioso – e ela permaneceu na posição de liderança dentro do segmento durante um tempo razoável. Hoje em dia, as gôndolas já oferecem uma variedade incrível de quadricópteros e hexacópteros para os mais diversos fins, como fotografia aérea, filmagens de eventos, corridas profissionais e, claro, puro lazer e entretenimento.
Apesar de não ser vítima de tanto marketing quanto um AR.Drone ou um DJI Phantom, um dos drones mais famosos existentes no mercado é o Hubsan X4. Fabricado pela chinesa Hubsan Technology, o quadricóptero é recomendado por especialistas em todo o planeta por ser um equipamento que consegue combinar um preço baixo com uma experiência agradável de voo. O TecMundo teve a oportunidade de experimentar o modelo durante algumas semanas, e agora você confere nossas impressões a respeito desse pequeno notável.

Conheça o modelo

Como dissemos anteriormente, o Hubsan X4 é um quadricóptero chinês (assim como o DJI Phantom) desenvolvido para ser a escolha certeira para o consumidor que deseja entrar no mundo dos drones sem gastar muito dinheiro. Fazer voar um multirrotor não é uma tarefa simples, e é comum que pilotos sem experiência acabem danificando seu equipamento ao batê-lo em paredes, árvores etc.
Sendo assim, iniciar no hobby com um modelo que custa milhares de dólares pode não ser uma ideia inteligente. Foi por isso que a Hubsan decidiu entrar no nicho de drones de baixo custo, e, ao que tudo indica, o investimento deu certo: a marca está presente no mercado internacional há anos e já desenvolveu uma série de versões de seu principal produto, que é justamente o Hubsan X4.
Atualmente, a companhia marca presença até mesmo em eventos de grande porte, como a Consumer Electronic Show (CES). Para elaborar esta análise, o TecMundo decidiu testar a edição H107C, que é a versão dotada de câmera e que pode ser facilmente encontrada por importadores independentes no território brasileiro – caso tenha a curiosidade, confira logo abaixo uma seção destinada exclusivamente a explicar as diferenças entre todas as edições do X4 que podem ser encontradas em nosso país.

Abrindo a caixa

A embalagem do Hubsan X4 não é uma das mais caprichadas que já vimos, mas não vamos julgar o livro pela capa. O drone vem em uma caixa de papelão pouco resistente e que provavelmente chegará amassada às suas mãos (já que o produto é importado e enfrenta uma jornada complicada até pousar no Brasil), havendo a possibilidade do aparelho também acabar sendo danificado. Dentro dela, encontramos uma proteção plástica maleável na qual os itens estão dispostos.
Além do quadricóptero em si, o Hubsan X4 vem com um transmissor (também chamado de radiocontrole), uma bateria de 380 mAh, quatro hélices reservas, uma ferramenta de ferro que facilita a retirada das hélices para manutenção e um manual de instruções em inglês. Também recebemos um protetor de hélices – porém, tudo indica que ele foi oferecido como um brinde do vendedor, pois o manual afirma que essa é uma peça vendida separadamente.
Ainda que seja um produto chinês e de baixo custo, o Hubsan X4 é um aparelho que ostenta um acabamento excelente. Sua construção transparece resistência, embora o produto seja leve e feito em plástico. As bases de seus “braços” são protegidas com um pedaço de borracha, amortecendo o impacto de quedas bruscas durante os pousos. Como ocorre em todo drone, as hélices são um tanto frágeis e quebram com o mínimo de impacto, razão pela qual recomendamos fortemente o uso do protetor.
Atualmente disponível em três cores distintas (preto com vermelho, preto com verde e vermelho com branco), o X4 possui luzes LED que facilitam a pilotagem durante a noite ou em ambientes fechados escuros. Os frontais são de cor azul, enquanto os traseiros são da cor vermelha. Isso pode confundir um pouco quem já estiver acostumado com outros modelos, visto que, geralmente, a cor vermelha simboliza a região frontal do VANT.

Primeiros voos

O quadricóptero já vem montado e pronto para voar; tudo o que você precisa fazer é inserir a bateria e o cartão micro SD (caso pretenda fazer filmagens) nos compartimentos corretos. Ambos estão localizados na “barriga” do X4. É necessário ficar atento ao procedimento correto para ativar o modelo: primeiro você liga o transmissor e só então liga o drone em si, conectando os fios que unem a bateria ao produto. Um “beep” deve ser ouvido.
Ainda que o flagship da Hubsan seja indicado para iniciantes, é um pouco difícil controlá-lo durante os primeiros voos – prepare-se para passar um bom tempo treinando até conseguir dominar seu minidrone. Por não ter GPS e outros sensores que equipam quadricópteros mais caros, o X4 insiste em se mover sozinho constantemente, exigindo que o piloto esteja sempre atento para ajustar o curso do modelo.
Em outras palavras: a estabilidade não é o ponto forte desse pequenino. Não pense que será possível mantê-lo parado no ar como um DJI Phantom ou um Parrot AR.Drone. Embora a Hubsan não divulgue essa especificação técnica, estima-se que o drone consiga atingir mais de 30 km/h – ou seja, é preciso ter olhos rápidos para acompanhar os movimentos do quadricóptero e não perdê-lo de vista, especialmente em ambientes abertos.
Falando por experiência própria, em nossos testes ficamos sem uma hélice e danificamos outra nos três primeiros voos com o X4 – e só então entendemos a necessidade de utilizar o protetor enquanto você está aprendendo a controlar o quadricóptero. Uma dica repassada por pilotos experientes é encontrar um ambiente fechado e treinar comandos simples com o VANT, como fazê-lo voar em círculos ou em “8” até se acostumar com os controles.

Detalhes do transmissor

Semelhante a um gamepad, o radiocontrole utilizado no Hubsan X4 é leve e ergonômico. Ele é alimentado por quatro pilhas AAA (as famosas “pilhas palito”), então certifique-se de ter algumas dessas quando comprar seu quadricóptero. A luz LED no centro do transmissor indica se há algum problema de comunicação com o drone (ela acende na cor vermelha) ou se eles estão pareados com sucesso (acende na cor verde).
A tela LCD exibe uma série de informações, incluindo status das pilhas e balanceamento do VANT. Basicamente, você não olhará para esse display enquanto estiver pilotando seu H107C – ele é útil somente para os momentos em que você estiver fazendo a trimagem (ajuste do trim, configuração feita para compensar tendências de voo caso o drone estiver “escorregando” muito em determinada direção).
Os comandos em si também são ajustáveis, mas, no padrão, a alavanca esquerda é responsável por acelerar o quadricóptero (fazendo com que ele aumente ou diminua sua altitude) e fazê-lo girar em torno do próprio eixo. Com a alavanca direita, você ordena que o X4 vá para frente, para trás, para a esquerda ou para a direita. É possível alterar a sensibilidade desses controles, mas as configurações de fábrica costumam agradar a maioria dos pilotos.
É importante ressaltar ainda que o Hubsan X4 possui dois modos de voo: o Normal e o Expert. Com este segundo (naturalmente voltado aos consumidores experientes), você pode fazer até mesmo algumas manobras com o drone, como flips em todas as direções possíveis. Para ativá-lo, basta pressionar a alavanca direita; a luz LED do transmissor piscará nas cores verde e vermelha, apontando que o modo está ativado.

Bateria: um quesito que sempre diminui a diversão

Quem gosta de pesquisar sobre drones sabe muito bem que a bateria dessas pequenas máquinas voadoras é um quesito que ainda precisa ser aprimorado. Os mais avançados quadricópteros do mercado não duram mais do que 25 minutos no ar (e estamos falando, por exemplo, de modelos usados por forças militares).
O Hubsan X4, como esperado, fica na média de autonomia para drones civis: é possível brincar com ele durante uns seis ou sete minutos até que sua bateria esteja completamente vazia. Antes de se desligar automaticamente, o quadricóptero avisa ao piloto que está ficando sem energia ao piscar todas as suas luzes LED ininterruptamente. A recarga, feita através de um carregador USB incluso na embalagem, demora cerca de 40 minutos.
Uma prática comum entre os consumidores do Hubsan X4 é adquirir pacotes com quatro baterias sobressalentes e um carregador não oficial capaz de carregá-las ao mesmo tempo (você pode encontrar esses kits por cerca de R$ 125). Algumas pessoas também adquirem baterias maiores, com capacidades de 500 mAh, mas tenha em mente que elas são mais pesadas e podem atrapalhar a estabilidade do seu drone.

Gravação de vídeos

A versão do Hubsan X4 testada pelo TecMundo foi a H107C, dotada de uma câmera de 0,3 MP capaz de gravar vídeos. Naturalmente, não se pode esperar que um aparelho de R$ 200 gere imagens em UHD. A resolução dos clipes gravados com o modelo é de 640x480 pixels, fazendo com que ele definitivamente não seja apropriado para quem deseja um drone principalmente para fazer fotografia aérea.
Ao menos a estabilidade da câmera é boa (confira exemplos no vídeo abaixo), visto que a lente está fixada no corpo do X4. Podemos dizer que os vídeos gravados com o H107C são o suficiente para você se divertir com os amigos e fazer umas brincadeirinhas para o YouTube – nada mais. Por conta da lente de qualidade duvidável, as imagens possuem cores nada fiéis e alguns chuviscos incômodos.
Outra decepção que tivemos com o gadget é a impossibilidade de iniciar e parar uma gravação remotamente por meio do radiocontrole. Você precisa apertar um botão minúsculo (localizado ao lado da entrada para cartões de memória) e só então o drone começará a gravar. Para finalizar e salvar a gravação, é preciso pressioná-lo novamente (caso você desligue o X4 sem apertar a tal tecla, o vídeo será excluído instantaneamente).


Manutenção: um dia você precisará fazê-la

Felizmente, é extremamente fácil encontrar peças de reposição para toda a família Hubsan X4 em território nacional. Por ser um modelo bastante famoso até mesmo no Brasil, muitos importadores mantêm um estoque local com conjunto de hélices sobressalentes (R$ 10 em média), motores (R$ 70), carcaças (R$ 40) e as placas responsáveis por controlar o drone (R$ 80).
Até o carregador e o radiocontrole estão à venda em terras tupiniquins por cerca de R$ 15 e R$ 50, respectivamente. É óbvio que você vai precisar de um ferro de solda (e habilidades para manejar o próprio) na hora de substituir um motor, por exemplo, mas nada extremamente difícil de aprender. Em comparação com outros quadricópteros disponíveis no mercado, o Hubsan X4 é bem fácil de ser reparado.

H107L, H107C, H107D... Qual é a diferença?

Como citamos anteriormente, a Hubsan Technology desenvolve e comercializa uma infinidade de versões do X4. Para facilitar a identificação de cada edição, a companhia altera a última letra do código de seu produto (H107), e é essencial conhecer cada uma delas para não errar na hora de comprar o seu drone (visto que quase todas já podem ser encontradas no mercado brasileiro sem muito esforço).
A H107L é a versão mais barata (cerca de R$ 150) e básica do X4: ela não possui câmera e sai de fábrica com uma bateria de 240 mAh. Logo acima temos a H107C, que foi a edição testada pelo TecMundo e possui uma câmera integrada. Vale observar que há ainda dois subtipos do H107C: um com câmera SD (de 0,3 MP) e outra com câmera HD (2 MP). Se qualidade de imagem for um ponto importante para você, essa segunda variante é a mais adequada.
Hubsan X4 H107D, um dos menores quadricópteros com suporte a FPV
Por fim, temos ainda a H107D, que já sai de fábrica equipada com um transmissor de vídeo para a prática de voo FPV (first person view, ou visão em primeira pessoa). Isso significa que, através de uma pequena tela LCD presente no radiocontrole do drone, você consegue ver em tempo real tudo o que estiver sendo capturado por sua câmera embutida. Essa versão é a mais cara de todas (cerca de R$ 800), mas também é a mais divertida.
A Hubsan pretende inserir outros modelos no mercado em breve, mas é provável que demorará bastante até vermos essas edições aprimoradas no Brasil. Além do H107C+ e do H107D+ (que são versões aprimoradas dos H107C e H107D convencionais, com câmeras de 720p), fará parte do futuro portfólio da companhia o H109 com motor sem escovas e o X4 PRO, com GPS, câmera Full HD, suporte Gimbal de três eixos e outros recursos para profissionais.
Hubsan X4 H109 com motor brushless

Vale a pena?

Você tem vontade de entrar para o mundo nos drones sem gastar muito dinheiro, apenas para confirmar se você gosta do hobby? Então o Hubsan X4 é apropriado para você. Embora tenha a aparência de um brinquedo e seja um pouco instável durante o voo, o modelo é bastante divertido de controlar e razoavelmente resistente, sendo uma excelente forma de começar a praticar suas acrobacias aéreas.
Leve, pequeno, com uma bateria de duração razoável e com um vasto estoque de peças sobressalentes e opcionais no território nacional, o H107C possui um custo-benefício interessantíssimo. A câmera dele é “Ok”, e sugerimos que você prefira investir na edição equipada com um sensor de 2 MP, capaz de gravar vídeos em uma qualidade bem superior (caso essa função seja realmente importante para você).
Em suma, o Hubsan X4 possui sim seus defeitos, mas não pense duas vezes antes de adquirir um caso você deseje um drone barato para iniciar no hobby – ou apenas se divertir nos fins de semana fazendo umas manobras bacanas.
Este produto foi adquirido pelo TecMundo para a realização desta análise.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Mar, terra e ar: Parrot revela sua nova linha de minidrones [vídeos]



A Parrot revelou nesta sexta-feira (12) sua nova linha de minidrones, composta por nada menos que 13 unidades com características variáveis. A principal novidade fica por conta da inclusão de um dispositivo capaz de funcionar na água, que se junta aos miniveículos voadores e terrestres da companhia.
Conhecida como “Hydrofoil Drone”, a novidade se trata de um veículo híbrido que também pode se movimentar na terra. Com preços variados, os novos modelos oferecidos pela empresa têm preço máximo de 200 euros e devem chegar ao público a partir do dia 2 de julho — logo após um evento realizado no Reino Unido.
Há duas novas opções de modelos Airborne: o “Cargo”, de 99 euros, e o “Night”, de 129 euros — ambos podem ser controlados através de sinais Bluetooth, possuem um sistema de piloto automático e uma câmera VGA que grava fotos em cartões de memória de até 1 GB. Os produtos possuem autonomia de 9 minutos e precisam ser carregados por 25 minutos para poder se reutilizados.
Justificando seu nome, o Night acompanha LEDs de iluminação que possibilitam a realização de voos noturnos e o envio de mensagens em código Morse. Já o modelo “Cargo” possui um receptor que aparentemente é adaptado a peças de LEGO, cujo propósito não ficou muito claro.


Modelo aquático e opções terrestres

O já mencionado Hydrofoil Drone custa 169 euros se trata na verdade de uma espécie de base à qual você encaixa um drone da linha Airborne. O dispositivo é controlado a partir de uma visão em primeira pessoa (exibida na tela de seu smartphone) e pode percorrer a superfície de água por um tempo máximo de 7 minutos com uma única carga.


Completa a lista de novidades os novos modelos “Jumping”, constituídos por veículos de duas rodas capazes de pular. Os produtos possuem rodas retráteis, câmeras integradas e suporte a cartões de memória com capacidade de até 4 GB. Tanto a versão “Night” quanto o modelo “Race Drone” devem chegar às lojas pelo preço sugerido de 199 euros.
A Parrot ainda não anunciou quando os novos drones chegam aos Estados Unidos, mas prometeu que deve revelar mais detalhes de seu plano de lançamentos a partir do dia 2 de julho. Os preços que vão ser cobrados no território ainda não foram anunciados, mas devem ser semelhantes àqueles praticados em territórios europeus.
FONTE(S)

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Com regulamentação próxima, drones são a verdadeira atração da CES 2015

DJI e Parrot brilharam na maior feira de eletrônicos do mundo. Regulamentação do uso comercial de drones está próxima nos Estados Unidos e também no Brasil.

A Parrot, é uma empresa francesa de drones
Com a regulamentação do uso comercial dos drones cada vez mais próximo, não é de se espantar que a área dedicada a esses robôs voadores na CES 2015 tenha sido uma das maiores. Mais do que isso: foi a primeira vez na história da maior feira de eletrônicos do mundo que os drones ganharam uma seção só para eles, com mais de 20 empresas tomando conta do espaço, inclusive aéreo.

Nixie, o drone vestível que ganhou uma competição da Intel no final de 2014, fez sua primeira aparição na CES. Foto: Getty Images

Também, pudera, segundo agências de notícias internacionais como a Associated Press, funcionários da Administração de Aviação Federal, a FAA na sigla em inglês, já sinalizaram que devem propor regras de uso comercial neste ano. Provavelmente, as regras terão de passar pelo Congresso, mas messmo assim, tais autoridades acreditam que a questão deva ser resolvida até o início de 2015.
carrega uma câmera que pode enviar vídeo ao vivo para um smartphone. Foto: Emily Canto Nunes/iG

O maior temor das autoridades da FAA ainda são as aeronaves comerciais, aviões e helicópteros, um dos temores da Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac. Em resposta ao iG, a entidade brasileira disse estar em processo de desenvolvimento da proposta de regulamentação de operações não experimentais de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (RPAS) civis em áreas segregadas. A proposta deverá ser submetida ao processo de audiência pública até o 1° semestre de 2015. Até que o plano se concretize, a ANAC avaliará caso a caso os requerimentos para esse tipo de operação.
A CES 2015 foi a primeira a ter uma área totalmente dedicada a drones. Foto: Emily Canto Nunes/iG

O andamento das regulamentações não é uma boa notícia apenas para o consumidor, mas principalmente para as empresas que estão apostando nessa tecnologia. De acordo com a Consumer Eletronics Association, entidade responsável pela organização da CES, a receita global do setor deve atingir US$ 130 milhões neste ano, um aumento de mais de 50% em relação ao ano passado.
CEA, entidade responsável pela CES, estima que o setor de drones movimente US$ 130 milhões em 2015. Foto: Emily Canto Nunes/IG


Drones são sucesso na CES 2015
Neste ano, uma das grandes novidades da CES 2015 era o suporte de câmera para o drone Inspire 1, da DJI, que permite que o cliente use a mesma câm
era do drone nas mãos em um suporte com visor, microfone embutido e uma bateria própria. O mais recente modelo da DJI, o Inspire 1, lançado em novembro, carrega uma câmera que pode enviar vídeo ao vivo para um smartphone, tem GPS e um sistema que compensa vento e ajuda a segurá-lo no ar. O Inspire 1 é capaz de voar por 18 minutos e chegar a 2 km de distância sem perder a comunicação com seu controle remoto.
Na CES 2015, todas as empresas que mostravam seus drones possuíam uma área de voo protegida por telas. Foto: Emily Canto Nunes/IG

A chinesa DJI é a maior fornecedora de drones civis na atualidade. Em outubro, a empresa entrou brevemente na cultura pop americana quando um personagem de "South Park" apareceu usando o drone Phantom para espiar seus vizinhos. A fabricante de software Pix4D projetou um aplicativo para transformar imagens filmadas por drones em mapas tridimensionais. Já a Huawei disse que seu próximo modelo de smartphone terá um app para controlar dos drones DJI e receber vídeo ao vivo.

Além da DJI, estavam na CES 2015 a francesa Parrot e a 3D Robotics, dos Estados Unidos. Quando o assunto é usos comerciais para os drones, grande parte das empresas apostam desde filmes, coberturas de noticiário, como fará a CNN, até o monitoramento de campos agrícolas de pesquisa ou de petróleo, bem como drones atuando na inspeção de linhas de energia e de oleodutos.

Regulamentação do uso comercial de drones está próximo tanto nos EUA quanto no Brasil. Foto: Emily Canto Nunes/iG


Na CES 2015, a Parrot mostrou a atualização do quadricóptero eXom, capaz de fazer voos autônomos. A grande sensação, porém, foram os minidrones, usados inclusive para apresentações de entretenimento no estande. Os minidrones Jumping Sumo e Rolling Spider, ambos equipados com câmeras e compatíveis com aplicativos para dispositivos móveis, devem chegar a alguns mercados selecionados já em 2015.



Novos recursos e automação
A CES também mostrou que um novo recurso deve atrair ainda mais a atenção dos entusiastas. Trata-se do "siga-me", tecnologia que permite que o drone acompanhe, fotografe ou filme o usuário que estiver usando no pulso um dispositivo de rastreamento. O AirDog, que está em campanha no Kickstarter, se beneficia desse recurso, enquanto a Nixie, que ganhou uma competição promovida pela Intel, faz algo bastante similar.

No palco da CES, Brian Krzanich, CEO da Intel, e os fundadores da empresa, Christoph Kohstall e Jelena Jovanovic, posaram para a primeira foto da Nixie. A Nixie é usada como uma pulseira, que se desdobra e voa para tirar a foto do momento escolhido.

A Qualcomm também mostrou alguns experimentos que vem fazendo em robótica, especificamente com drones, a partir do poder de processamento do seu mais recente chip para smartphones, o Snapdragon 810. Para Serafin Diaz, vice-presidente de engenharia da Qualcomm, o futuro dos drones é a automação. Na sua opinião, os drones serão efetivamente capazes de ajudar os seres humanos no dia-a-dia, poderão fazer mais do que só que voar. Alguns dos robôs mostrados pela empresa eram capazes de pegar objetos e de encanear ambientes graças aos seus sensores e também a suas câmeras 3D.
ASSISTA: Minidrones da Parrot fazem apresentação de dança no estande na CES
*A jornalista viajou a Las Vegas a convite da Qualcomm.





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