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domingo, 29 de novembro de 2015

DJI Agras MG-1: drone super-resistente é feito só para ajudar sua fazenda



A empresa DJI, famosa por seus diversos drones de qualidade, acaba de apresentar um modelo um tanto curioso, focado em uma área bastante específica.
Agras MG-1, como é chamado, é um drone-agricultor equipado com tudo o que é necessário para auxiliar fazendeiros a cultivar sua colheita. De fato, vendo tudo o que o aparelho tem para oferecer, muitos vão pensar na possibilidade de ter esse drone para uso diário – ou ao menos vão torcer para que a DJI lance um novo Phantom tão bom quanto esse autômato.
Isso porque o aparelho vem equipado para aguentar todo o tipo de situação: só para começar, ele já vem com uma estrutura feita em materiais anticorrosivos e à prova de água e poeira (inclusive em sua entrada de ar, que conta com um filtro triplo contra sujeira). Ele é tão resistente, na verdade, que você poderia lavá-lo com água diretamente logo depois de um dia longo fertilizando os campos ou aplicando pesticidas.

Junto disso, o MG-1 ainda oferece um sistema de resfriamento único capaz de estender a vida de seus motores em até três vezes, e seu sistema de oito hélices permite a ele carregar impressionantes 10 kg de produtos químicos em seu compartimento de armazenamento. Por falar nisso, a DJI promete que o sistema de spray para líquidos é 40 vezes mais eficiente do que um método de dispersão manual.
O único problema é pensar como o robô vai realizar a tarefa de fertilizar todo um enorme campo, por exemplo, com apenas uma carga de bateria – o que pode significar que uma plantação grande a contar com esse drone terá que apostar em um pequeno exército deles. Ao menos, em compensação, ele pode desempenhar suas tarefas de maneira automática ou semiautomática, se desejado, o que deve facilitar esse processo um bocado.

Só para quem pode

Se interessou pelo Agras MG-1? Então é melhor estar preparado para investir uma grana realmente alta no robozinho, uma vez que ele custa aproximadamente 15 mil dólares (R$ 56 mil, em uma conversão simples), de acordo com o The Wall Street Journal. Considerando que ele só está disponível na Coreia e na China, por enquanto, pense que esse valor deve sair ainda maior, caso você deseje importá-lo para cá.

IMAGEN(S)

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

DJI lança tecnologia semelhante ao Arduino para drones, conheça

DJI apresentou o Manifold, um computador específico desenvolvido para “pilotar” drones e servir como interface de controle e programação do comportamento desses equipamentos. Basicamente, o acessório é um tipo de Arduino criado pela fabricante de drones para possibilitar aos usuários maior controle e personalização das funções dos drones.
O Manifold é um computador compacto que roda Ubuntu (versão 14.04 LTS) e pesa menos de 200 gramas. O controlador usa um chip K1 da Nvidia, capaz de até 2,2 GHz. Da arquitetura Kepler, o processador dá ao Manifold a chance de usar o poder de processamento da tecnologia CUDA, da Nvidia. Essa característica, sozinha, faz do Manifold um tipo de Arduino bastante poderoso.
Manifold é um computador feito para funcionar com o Matrice, da DJI (Foto: Divulgação/DJI)Manifold é um computador feito para funcionar com o Matrice, da DJI (Foto: Divulgação/DJI)
Além do acesso do alto poder de processamento paralelo da tecnologia da Nvidia, o Manifold permite que desenvolvedores apliquem APIs e bibliotecas famosas, como OpenGL, DirectX, ROS e OpenCV (ferramenta criada para ser usada em sistemas que aplicam o conceito de computadores que aprendem e evoluem conforme o uso).
A presença do OpenCV significa que, a princípio, seria possível desenvolver um sistema embarcado para rodar no Manifold que pode evoluir, aprender, com o tempo. Uma aplicação possível seria criar um drone de entregas que se adapta e fica mais esperto conforme navega por um ambiente várias vezes.
O Manifold foi criado para ser acoplado em drones Matrice, da DJI. Já em pré-venda nos Estados Unidos, o computador custa US$ 499 (R$ 1.915, em conversão direta). As entregas começam em 15 de novembro.
Via DJIA DJI apresentou o Manifold, um computador específico desenvolvido para “pilotar” drones e servir como interface de controle e programação do comportamento desses equipamentos. Basicamente, o acessório é um tipo de Arduino criado pela fabricante de drones para possibilitar aos usuários maior controle e personalização das funções dos drones.
Manifold roda Linux e pesa apenas 200 gramas (Foto: Divulgação/DJI)Manifold roda Linux e pesa apenas 200 gramas (Foto: Divulgação/DJI)
O Manifold é um computador compacto que roda Ubuntu (versão 14.04 LTS) e pesa menos de 200 gramas. O controlador usa um chip K1 da Nvidia, da arquitetura Kepler, que dá ao Manifold a chance de usar o poder de processamento da tecnologia CUDA, da Nvidia. Essa característica, sozinha, faz do Manifold um tipo de Arduino bastante poderoso.
Além do acesso do alto poder de processamento paralelo da tecnologia da Nvidia, o Manifold permite que desenvolvedores apliquem APIs e bibliotecas famosas, como OpenGL, DirectX, ROS e OpenCV (ferramenta criada para ser usada em sistemas que aplicam o conceito de computadores que aprendem e evoluem conforme o uso).
A presença do OpenCV significa que, a princípio, seria possível desenvolver um sistema embarcado para rodar no Manifold que pode evoluir, aprender, com o tempo. Uma aplicação possível seria criar um drone de entregas que se adapta e fica mais esperto conforme navega por um ambiente várias vezes.
O Manifold foi criado para ser acoplado em drones Matrice, da DJI. Já em pré-venda nos Estados Unidos, o computador custa US$ 499 (R$ 1.915, em conversão direta). As entregas começam em 15 de novrmbro.
Via DJI

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Action cam 4K da DJI é a nova concorrente da GoPro; conheça a DJI Osmo

DJI, marca por trás dos drones da linha Phantom , anunciou uma nova câmera de ação que promete acirrar a disputa com as GoPro. A DJI Osmo é uma câmera super compacta capaz de filmar em 4K com um sistema de estabilização de imagem inteligente. O dispositivo promete fazer imagens perfeitas mesmo sob situações extremas com movimentos irregulares, como em uma corredeira ou descendo uma montanha de bicicleta.
Ao todo são três modelos da linha Osmo que se diferem pelo tamanho do sensor. O preço parte de US$ 649, cerca de R$ 2.490 na cotação atual.
Câmera da DJI tem estabilizador de imagem inteligente (Foto: Reprodução/Youtube)Câmera da DJI tem estabilizador de imagem inteligente (Foto: Reprodução/Youtube)
O grande destaque da linha Osmo é a estabilização de imagem. A câmera em forma de globo é preso em uma espécie de ‘pau de selfie’ motorizado. Graças ao motor, a câmera pode ser configurada para se fixar em um ponto e, mesmo sob movimento, evitar imagens tremidas ou borradas. O sistema é parecido com os gimbals usados em filmagens profissionais.
Motor no bastão permite que câmera fique fixada em um ponto (Foto: Divulgação/DJI)Motor no bastão permite que câmera fique fixada em um ponto (Foto: Divulgação/DJI)
Além da estabilização, a linha Osmo traz uma série de configurações que podem ser ajustadas por um smartphone. A câmera possui um modo selfie, é possível tirar fotos em 360 graus, fazer filmagens em timelapse, slow motion e configurar o obturador para longa exposição. O smartphone também pode ser usado como um controle remoto.
O modelo de câmera usado no Osmo é o X3,  mesmo utilizado em alguns drones da DJI. A câmera conta com sensor Sony de 12 megapixels, com capacidade para filmar em 4K (4096 x 2160 pixels) a 30fps e lente com ângulo de 94 graus f/2.8. O modelo suporta até 64 GB por cartão microSD.
A bateria também promete não fazer feio. A empresa garante que com uma única recarga a Osmo consegue fazer até 1 hora de vídeos sem interrupção ou até 6 horas em stand-by.
Smartphone pode ser usado para configurar DJI Osmo (Foto: Divulgação/DJI)Smartphone pode ser usado para configurar DJI Osmo (Foto: Divulgação/DJI)
A Osmo já vem no seu próprio bastão, mas também é possível comprar adaptadores para bicicleta, carro, extensores e tripés.
O modelo com a câmera X3 custa US$ 649. As outras versões voltado para o público profissional, X5, com 16 megapixels, e X5R, com capacidade para filmar em RAW, custam a partir de US$ 2.199 (R$ 8.478 em conversão direta). A empresa envia ao Brasil por transportadora e não cobra pelo frete.
Via Techradar e DJI 

sábado, 10 de outubro de 2015

Veja o incrível Campus 2 da Apple nesta filmagem em 4K

O Campus 2 já é bem conhecido pelos fãs da Apple por causa do design que lembra uma nave espacial de outro mundo. Agora, se você está acompanhando a que pé anda a construção, pode ver um novo vídeo gravado por um drone com resolução 4K que mostra mais detalhes da área.


Você pode notar gigantescos painéis de vidro que vão dar uma cara futurista ao campus circular. O local vai abrigar 13 mil funcionários da Apple e deve estar pronto em 2016.
Quem fez esta filmagem que você vê aqui embaixo foi o canal MyithZ, que usou um drone DJI Phantom 3 Professional e editou as imagens com o Final Cut Pro X.


FONTE(S)

Dez coisas que você precisa saber antes de voar com o seu primeiro drone

Os drones estão cada vez mais comuns nos dias de hoje para fazer gravações especiais ou até para entretenimento. Essas máquinas voadoras podem ser comandadas pelo smartphones, tablet ou controle remoto. Alguns modelos mais avançados conseguem alcançar alturas consideráveis.

Mas antes de decolar, é importante ficar atento para alguns dicas de uso e segurança, para que tudo ocorra bem. Para ajudar na hora de colocar o drone para funcionar, conheça uma lista com dez itens.
Segundo a legislação vigente, a Aeronáutica Brasileira é responsável também por ditar as regras no espaço aéreo nacional, inclusive com regras para drones. Caso esteja apenas se divertindo e testando as habilidades do seu drone, sem carregar nada extra além do própria “máquina”, é importante conferir as regras da Portaria DAC Nº 207 para aeromodelos, do Departamento de Aviação Civil. Lá os usuários podem encontrar informações sobre locais indicados para os voos e regras de ruídos, por exemplo.1) Pesquisa sobre as regulações da Aeronáutica Brasileira
Conheça as regras da Aviação antes de começar a voar (Foto: Divulgação/DJI)Conheça as regras da Aviação antes de começar a voar (Foto: Divulgação/DJI)
Já para os modelos não utilizados para fins recreativos, que possuam alguma carga e usado para fim comercial (chamados de VANT), é importante  dar uma olhada nas regras de “Veículos Aéreos não Tripulados” do Departamento de Controle do Espaço Aéreo, em publicação AIC-N 21. Lá estão os detalhes e autorizações necessárias.
2) Testar perto do chão (altura baixa)
Antes de sair com o drone nas alturas, vale fazer testes em uma altura mais baixa para observar o funcionamento do aeromodelo. Dessa forma, caso tenha alguma falha evidente, não há o risco do drone despencar de uma altura considerável e causar algum dano. Além disso, a altura máxima permitida pelo Departamento de Aviação Civil Brasileira para aeromodelos é de 400 pés do chão, ou seja, cerca de 121,2 metros.
Faça testes perto do chão para verificar o funcionamento do drone (Foto: Divulgação/Parrot)Faça testes perto do chão para verificar o funcionamento do drone (Foto: Divulgação/Parrot)
3) Ver as condições climáticas
Os drones podem ter o voo prejudicado por causa de correntes de ventos mais fortes e, por isso, é fundamental checar a previsão do tempo antes de sair de casa. Estão disponíveis diversos aplicativos que permitem visualizar dados completos sobre o local, como velocidade do vento e previsão de chuva. Vale lembrar que não é recomendado colocar seu drone em ação caso esteja chovendo, nem em locais com temperatura muito baixa, já que isso pode danificar a bateria e demais equipamentos internos.
Verifique as condições climáticas antes de voar com o drone (Foto: Divulgação/Creative Commons)Verifique as condições climáticas antes de voar com o drone (Foto: Divulgação/Creative Commons)
4) Ter o último Firmware instalado (atualizar o drone)
Assim como celulares e computadores precisam atualizar, também é fundamental garantir o update do firmware do seu drone, ou seja do software que faz ele funcionar. Dessa forma, o usuário recebe correções de possíveis bugs ou erros que podem atrapalhar o voo e ainda funções mais completas disponibilizadas pela fabricante. Alguns programas ainda mostram locais proibidos ou ilegais para voos, o que pode ajudar bastante. Na dúvida, acesse o site da fabricante para conferir se o drone está atualizado quando se planejar para sair.
Atualize o software do drone para a versão mais atual e corrija bugs (Foto: Divulgação/Extreme Fliers)Atualize o software do drone para a versão mais atual e corrija bugs (Foto: Divulgação/Extreme Fliers)
5) Analisar o drone fisicamente
Procure por fissuras ou peças faltando: as vezes durante o voo o drone acaba soltando algum item que precisa ser consertado antes do próximo passeio. Confira a firmeza das asas, se está tudo conectado de forma correta. Em seguida, confira a câmera, caso esteja incluída, e verifique o acoplamento da bateria para não se soltar durante o voo. Qualquer rachadura encontrada deve indicar a substituição da peça com a fabricante.
Confira as condições físicas do drone antes de sair (Foto: Divulgação/Parrot)Confira as condições físicas do drone antes de sair (Foto: Divulgação/Parrot)
6) Programe a localização de base
Caso o seu drone tenha essa configuração, é importante ajustar um destino de base para retornar. Com isso, confira o sinal de GPS e observe se algo pode bloquear a localização. Esses ajustes podem ser feitos no programa interno do drone no celular ou controle disponível. Também é importante ajustar uma altura mínima, para que o aeromodelo não bata em alguma árvore no caminho, por exemplo.
Ajuste as configurações de locais e confira o sinal de GPS (Foto: Divulgação/GoPro)Ajuste as configurações de locais e confira o sinal de GPS (Foto: Divulgação/GoPro)
7) Encontrar uma área aberta e ampla
Conheça o terreno no qual vai colocar seu drone para voar. É importante que seja uma área aberta e ampla. O Departamento de Aviação Civil Brasileiro determina que os aeromodelos devem ser evitadas na presença de público antes de ter completa segurança de voo. Os drones devem ser operados em locais suficientemente distantes de áreas densamente povoadas e os motorizados precisam ficar longe de instalações sensíveis ao ruído, como hospitais, escolas e templos religiosos.
Encontre um local aberto e amplo para fazer o voo com o drone (Foto: Divulgação/Oliver FR)Encontre um local aberto e amplo para fazer o voo com o drone (Foto: Divulgação/Oliver FR)
É proibida a operação de aeromodelos nas zonas de aproximação e decolagem de aviões ou helicópteros, por exemplo. E vale lembrar que colocar o drone para voar em casa pode ser um risco e ainda quebrar seu equipamento com esbarrões em paredes ou móveis.
8) Carregar o celular ou tablet
Seu drone é controlado pelo smartphone? Então é importante deixar a bateria cheia antes de sair de casa. Não corra dúvidas deixando a carga na metade, já que a operação do aeromodelo pode consumir bastante bateria. Caso o equipamento móvel desligue durante o controle do voo, o usuário perderá o controle e poderá danificar o drone. Para ajudar, feche outros apps para poupar carga e caso tenha uma falha na conexão, tente parear novamente o equipamento, sem pânico.
Carregue o celular antes de sair para voar com o drone (Foto: Divulgação/Zano)Carregue o celular antes de sair para voar com o drone (Foto: Divulgação/Zano)
9) Conhecer a bateria ou carga do drone
Antes de sair de casa, verifique o slot da bateria no drone e busque por possíveis problemas. Caso esteja tudo visualmente certo, garanta que a carga esteja completamente cheia. No software de controle é possível visualizar o nível de energia mas vale colocar uma margem de erro, para que o drone consiga pousar com sucesso.
Confira a bateria do drone (Foto: Divulgação/AFP)Confira a bateria do drone (Foto: Divulgação/AFP)
Verifique quantos minutos de voo o equipamento pode fazer e retorne bem antes da carga chegar no vermelho. Se um drone faz cerca de 30 minutos de voo, por exemplo, em 20 minutos você já deve começar a encerrar a ação e iniciar o procedimento de retorno, dependendo da distância.
10) Conhecer as limitações do drone
Cada modelo de drone oferece funções próprias, carga de bateria, altura máxima alcançada e demais itens que devem ser decorados antes de colocar ele para voar. A fabricante costuma mostrar informações extras como velocidade de voo, tempo para subir e descer, além de recursos como GPS e câmeras integradas.
Entenda as limitações e recursos do seu drone (Foto: Divulgação/Lily)Entenda as limitações e recursos do seu drone (Foto: Divulgação/Lily)
Então, para manter um bom funcionamento, é importante conhecer seu equipamento e pensar que as altas e baixas temperaturas podem influenciar nesse uso. Para evitar danos, leia o manual mais de uma vez e qualquer dúvida contacte a fabricante do drone.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

DJI revela câmera Micros 4/3 especialmente produzidas para drones



A abricante de drones DJI acaba de anunciar uma resposta bem interessante para o mercado — que estava se questionando qual seria a reação da empresa contra o futuro drone da GoPro. Em um comunicado para a imprensa internacional, a DJI revelou duas novas câmeras de alto desempenho para o drone Inspire 1 (o atual top de linha da companhia).



Os novos produtos são chamados de Zenmuse X5 e Zenmuse Z5R. Nos dois casos, a grande novidade fica por conta de um sensor Micro 4/3. Outras similaridades estão na dimensão máxima das fotografias capturadas (16 megapixels) e na resolução máxima dos vídeos (4K, com taxa de 30 frames por segundo). Mas o que somente a X5R oferece é a possibilidade de as gravações serem feitas diretamente em drives SSD externos.
Vale dizer que as duas câmeras possuem lentes intercambiáveis (de 12 mm a 17 mm) e podem ter abertura, foco e outras configurações ajustadas pelo piloto do drone Inspire 1. Como você pode imaginar, os dois modelos são destinados ao mercado profissional e estão longe de ser baratos.


A Zenmuse X5 custará a partir de US$ 4.499 (de acordo com a lente) e a Zenmuse X5R a partir de US$ 7.999 (também com variações de acordo com a lente utilizada). O drone Inspire 1 com a câmera-padrão ainda está á venda por US$ 2.899.
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IMAGENS

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Drone da Sony ganha protótipo e alcança os céus a 170 km/h [vídeo]


Ha  menos de um mês, a Sony anunciou a entrada da companhia no ramo dos drones aéreos ao fechar uma parceria com a startup japonesa ZMP. A proposta da empresa é de competir contra o Google, a Amazon e o Facebook em 2016, quando planeja lançar o seu produto no mercado. Nesta semana eles apresentaram o primeiro protótipo da máquina, e você pode conferir ela em ação no vídeo acima.
Apesar de incorporar o formato de uma pequena aeronave, o drone é capaz de pousar e decolar verticalmente com a ajuda das hélices dispostas no centro da máquina. Ela também pode se manter no ar por até duas horas e carregando objetos de até dez quilos. A velocidade também impressiona: o veículo alcança até 170 km/h.
Os planos da Sony são de lançar o seu drone até o final de 2016. Mas, pelo desenvolvimento do projeto, a empresa está com expectativas de estrear o seu produto no mercado já no início do ano.
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sábado, 25 de julho de 2015

Ministério do Trabalho e Emprego usará drones no combate a trabalho escravo

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) divulgou em nota à imprensa que a partir de agosto uma nova ferramenta auxiliará na inspeção das condições de trabalho nas regiões rurais do país, em especial no combate ao trabalho escravo.
A Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Rio de Janeiro (SRTE/RJ) recebeu uma doação de seis drones do modelo Inspire 1. A contribuição veio do Ministério Público do Trabalho, por meio do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com empresas que apresentaram alguma irregularidade.
Na última quarta-feira (22), sete auditores-fiscais do trabalho finalizaram na sede do SRTE/RJ, no centro do Rio, o curso de capacitação que os habilitou no manuseio e operação dos drones. O objetivo da iniciativa não é substituir a presença do fiscal, mas servir como mais uma ferramenta de auxílio na fiscalização de fazendas, áreas de pesca e grandes obras, por exemplo.

Parceria com a Polícia Rodoviária Federal

Os veículos aéreos não tripulados (vants), como também são chamados esses dispositivos, contam com uma câmera capaz de fotografar e filmar com resolução 4K. A autonomia de voo de cada um é de aproximadamente 20 minutos, com alcance de cerca de 2 quilômetros e altitude máxima de 70 metros.
O MTE pretende doar um dos vants para a Polícia Rodoviária Federal (PRF), órgão parceiro no combate ao trabalho escravo rural e urbano no Brasil. Operativos da entidade também receberão o treinamento de capacitação para isso. O emprego dos drones nos atos de fiscalização será realizado inicialmente em fase de testes, uma vez que a utilização desses dispositivos ainda não foi regulada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Fotógrafo brasileiro vence concurso de imagens capturadas com drone

O brasileiro Ricardo Matiello venceu duas categorias do concurso 2015 Drone Aerial Photography, que premia as melhores fotos tiradas com o auxílio de um veículo aéreo não tripulado e uma câmera especial para o equipamento. O rapaz é natural de Maringá, no Paraná, e capturou um momento único. Trata-se da Catedral Nossa Senhora da Glória coberta por um espesso nevoeiro, com o drone ultrapassando o fenômeno natural e enxergando de cima o que acontecia com a cidade.


Maringá é uma cidade bastante quente e não costuma apresentar nevoeiros. Ricardo estava com o equipamento de drones no carro e não pensou duas vezes quando viu aquilo acontecendo: deixou a filha na escola e foi direto tirar a fotografia. A captura foi complicada, já que ele não tinha ideia de como estava a visibilidade lá em cima — além dos perigos de pilotar um drone sem fazer ideia do que está por perto.
O resultado foi um retrato diferenciado, mostrando também os prédios do local ao fundo. A fotografia "Above the mist" foi premiada em primeiro lugar na categoria "Locais", além de ser a mais curtida no concurso. Como prêmio, a foto será exibida na edição digital da National Geographic e na versão francesa impressa (a norte-americana não estava confirmada até o momento). Ele ainda recebeu um drone Parrot Bebop e um controlador de voo, além de uma câmera Kodak Pixpro sp 360. Para armazenar as fotos, um ano de assinatura do Adobe Crative Cloud e uma versão da foto em tela, alumínimo ou acrílico.

Outros vencedores


Confira na galeria acima as outras fotografias premiadas no concurso. A categoria "Natureza" foi vencida por uma foto mostrando um casal nadando com pequenos tubarões, enquanto na "Dronies" quem levou foi um fotógrafo que tirou uma imagem de uma festa no Chipre formada só por pessoas fantasiadas de Wally. Outra fotografia bastante curtida revela a Bulgária durante a noite, com luzes acesas em vários tons. 
O site do concurso tem todos os concorrentes e um pequeno perfil de cada fotografia. Clique aqui para acessar.

sábado, 4 de julho de 2015

Phantom 3: testamos o drone 4K irado da DJI



Recentemente, fizemos um review do Hubsan X4, um drone de baixo custo voltado aos iniciantes no hobby. O modelo prova que um quadricóptero não precisa custar rios de dinheiro para ser bom, conforme você pôde conferir na conclusão da análise. Naturalmente, porém, o pequenino VANT não foi projetado para uso profissional e não agrada a quem deseja gravar vídeos em alta definição.
Para fazer um paralelo com o X4, resolvemos experimentar um dos drones mais respeitados dentro do segmento top de linha. Estamos falando do Phantom 3, fabricado pela DJI (que, assim como a Hubsan, também é chinesa) e que é comercializado no Brasil por ao menos R$ 7 mil. Trata-se da terceira edição da série Phantom, que praticamente inaugurou o cenário de quadricópteros profissionais e se popularizou sobretudo na sua segunda edição.
Para a realização deste teste, contamos com a ajuda do pessoal da Drone Brasil, uma loja localizada em São Paulo especializada em comercializar esse tipo de eletrônico. Voamos com o Phantom 3 ao lado do Felipe (técnico) e do Fernando (diretor da loja), que nos acompanharam durante todas as etapas da experimentação – desde a montagem do veículo até o momento da decolagem.

Abrindo a caixa

O Phantom 3 chega ao consumidor com uma embalagem caprichada: uma caixa de papelão reforçada com várias camadas rígidas do mesmo material, garantindo que nem o drone nem suas peças sejam avariadas durante o transporte. Além do manual do drone em si, o pacote acompanha um radiocontrole, um jogo extra de hélices, uma bateria, um carregador, um manual e uma ferramenta para manutenções básicas.
Em comparação com os modelos anteriores da série, o Phantom 3 não apresenta grandes novidades visuais. Seu design continua idêntico, com exceção somente dos adesivos que enfeitam seus dois braços (antes eles vinham nas cores azul e vermelha e agora passam a ser dourados). Razoavelmente pesado, o quadricóptero possui uma construção impecável, sem rebarbas, frestas ou outras imperfeições que não passam batido por quem tem olhar crítico.
As luzes LED continuam presentes, sendo essenciais para brincar com o drone no escuro. Apenas tome cuidado para não se confundir: indo contra o senso comum e com o qual estamos acostumados em outros veículos, as luzes vermelhas simbolizam a frente e as verdes identificam a traseira do veículo. Por que será que os chineses fazem isso com a gente?
A montagem do produto é simples: basta inserir a bateria (que é gigante, diga-se de passagem) na região traseira do gadget. O VANT conta com um sistema bem bacana que impede que as hélices sejam colocadas nos motores incorretos; para ter a certeza de que tudo está no seu lugar, basta rodar as lâminas com os dedos e confirmar se elas estão girando normalmente, sem engasgos.

Controles: eles fazem toda a diferença

O grande diferencial da série Phantom é o controle orientado pelo smartphone. O radiocontrole do quadricóptero é um tanto limitado: além dos comandos básicos de voo, ele possui um seletor responsável por controlar o ângulo da câmera (capaz de se mover verticalmente) e botões para operações de fotografia (iniciar/finalizar uma gravação, tirar uma foto e visualizar um preview).
A mágica acontece quando você conecta um telefone celular ou um tablet ao transmissor, utilizando para isso um cabo USB incluso na embalagem. Através do aplicativo DJI Pilot, disponibilizado gratuitamente para Android e iOS, o piloto consegue configurar todos os aspectos do drone e tem livre acesso a uma série de funcionalidades avançadas que são perfeitas para uso profissional. Vamos conhecer algumas delas.

Primeiramente, você pode visualizar exatamente o que o Phantom 3 está “enxergando” com sua câmera através da tela de seu smartphone, permitindo que você tenha uma prévia em tempo real de como ficará a sua filmagem. A transmissão do vídeo é excelente: embora não tenhamos feito testes em longa distância, o aplicativo responde bem nesse quesito, proporcionando um streaming sem engasgos e em resolução HD.
De acordo com Felipe, é justamente por causa desse recurso que a DJI resolveu optar pela conexão cabeada entre o smartphone e o radiocontrolador: a transmissão não seria tão boa caso a comunicação entre os dois dispositivos fosse wireless. Questionamos se essa característica não incomoda alguns usuários, e o técnico foi categórico ao afirmar que hobbystas não se importam com os fios caindo para todo canto.
Falando sobre as outras utilidades do aplicativo, ele possibilita também que você visualize o status da bateria do drone, assim como a quantidade de satélites disponíveis para o voo via GPS (recomendação: apenas voe com ao menos seis satélites) e a qualidade do sinal da transmissão do radiocontrole e da transmissão de vídeo. O software oferece ainda ferramentas como decolagem e pouso automáticos, além de configurações detalhadas da câmera (ISO, abertura do obturador etc.).

Você consegue desenhar (em um mapa estilo Google Maps) uma trajetória detalhadamente definida que será seguida pelo Phantom 3.
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Mas calma aí, ainda tem mais! O DJI Pilot integra também as ferramentas de voo automático. Através dele, você consegue desenhar (em um mapa estilo Google Maps) uma trajetória detalhadamente definida que será seguida pelo Phantom 3, algo perfeito quando você sabe exatamente o que deseja filmar e não está a fim de pilotar o quadricóptero manualmente. É possível ainda chamar o VANT para seu ponto de decolagem tocando no botão “Return to Home” – tenha em mente que o pouso possui uma margem de erro de até dois metros.

Uma câmera de respeito

O grande diferencial do Phantom 3 Professional é que ele já sai de fábrica equipado com uma câmera matadora. Seu sensor é um Sony EXMOR de 1/2,3 polegadas com 12,3 MP de resolução, que faz par com uma lente de abertura f/2.8. O ISO máximo para vídeos é de 3.200 – para fotos, o valor baixa para 1.600. Agrada também a velocidade do obturador: sua configuração máxima é de 1/8.000 de segundo, garantindo a captura de imagens “congeladas” até mesmo em objetos em movimento.
O principal destaque do equipamento é sua capacidade de gravar vídeos em resolução Ultra HD, também conhecida simplesmente como 4K (4096x2160 pixels) com 25 frames por segundo.
Porém, o principal destaque do equipamento é sua capacidade de gravar vídeos em resolução Ultra HD, também conhecida simplesmente como 4K (4096x2160 pixels) com 25 frames por segundo. Naturalmente, é necessário equipar o quadricóptero com um cartão micro SD de alta capacidade, visto que um clipe de três minutos em tamanha qualidade pode pesar quase 2 GB – a DJI recomenda que você utilize um cartão de classe 10 ou UHS-1, com até 64 GB de espaço.
A câmera já vem acoplada em um suporte Gimbal próprio, e sua capacidade de estabilizar as imagens é assustadora. Mesmo balançando o Phantom 3 com as mãos (submetendo-o a mais tremores do que ele enfrenta em um voo típico), o suporte dá conta de manter o vídeo perfeitamente estabilizado. O único ponto decepcionante aqui é a movimentação do sustentáculo: ele só pode se mover verticalmente, tendo como ângulos máximos 90° negativos e 30° positivos.

Levantando voo

Com as hélices encaixadas e o aplicativo devidamente configurado junto ao radiocontrole, finalmente pudemos fazer o Phantom 3 voar. Embora o tamanho do drone e de seu transmissor possam assustar pilotos iniciantes, é muito fácil controlar o quadricóptero da DJI, visto que o modelo possui uma série de sensores (inclusive ultrassônicos) que lhe permitem voar com uma estabilidade invejável.
O VANT é perfeitamente capaz de se manter parado no local e na altitude que você deseja, diferente do que acontece no Hubsan X4, por exemplo. Além disso, o pouso e a decolagem automáticos facilitam muito a sua vida. Caso ache necessário, você pode também estabelecer uma espécie de “barreira invisível” para impedir que seu Phantom 3 voe muito longe e perca o controle.
Bastante sensíveis, as alavancas do radiocontrole seguem o layout-padrão para esse tipo de equipamento: a esquerda faz com que o veículo aumente e diminua a altitude, além de fazê-lo girar em torno do próprio eixo. Já com a alavanca direita você direciona o quadricóptero para frente, para trás, para a esquerda e para a direita. Em nossos testes, concluímos que o controle do suporte Gimbal é mais fácil através do botão seletor do que através do aplicativo.
De acordo com dados do próprio fabricante, a velocidade máxima do Phantom 3 é de 16 m/s, equivalente a 57 km/h. A altitude máxima do modelo é 6 mil metros acima do nível do mar. Em relação ao alcance do transmissor, embora a DJI recomende que você não controle manualmente o VANT a mais de dois quilômetros de distância do radiocontrolador – há relatos de pilotos que ultrapassaram essa margem sem problemas, mas é bom evitar eventuais problemas de perda de sinal.

Autonomia energética e tempo de recarga

Equipado com uma bateria de 4.480 mAh, o Phantom 3 consegue voar por aproximadamente 23 minutos até ficar sem energia e retornar automaticamente para seu ponto de decolagem – dependendo de seu perfil de voo, é possível prolongar a diversão por até mais dois minutinhos. A recarga, de acordo com a Drones Brasil, demora cerca de 1h30 através do carregador incluso na embalagem.
O radiocontrolador também possui uma bateria de LiPo não removível, para a alegria de quem não aguenta mais a ideia de usar pilhas em transmissores. A duração dela está estimada em cinco voos, o que seria equivalente a mais ou menos 125 minutos (pouco mais de duas horas). Porém, por motivos óbvios, o mais recomendado é recarregar o componente sempre que ele estiver ocioso, pois não é nada legal perceber que ele está sem energia durante um voo.

Manutenção e suporte

Naturalmente, por ser um equipamento mais complexo e robusto, a manutenção do Phantom 3 é bem mais complicada do que a de quadricópteros baratos. Felizmente, não é difícil encontrar lojas especializadas (como a própria Drones Brasil) que oferecem serviços de conserto aos seus clientes. Tenha em mente, porém, que as peças sobressalentes e acessórios para o VANT são bem caros no território nacional.
Uma única bateria reserva para o modelo, por exemplo, custa cerca de R$ 950, enquanto um jogo de hélices pode chegar a R$ 130. Já a unidade do motor sai por pelo menos R$ 150 através de alguns importadores que atuam no Mercado Livre. Mas temos dó mesmo de quem precisar adquirir um radiocontrolador novo: esse componente não custa menos de R$ 2 mil no mercado alternativo.

Nossa conclusão

Não há dúvidas de que o DJI Phantom 3 seja um dos melhores drones disponíveis atualmente no mercado. Ele é comercializado no Brasil por preços que variam de R$ 7,5 mil a R$ 9 mil (vale a pena pesquisar bastante caso esteja pensando em adquirir um desses), e, naturalmente, trata-se de um modelo voltado sobretudo a profissionais do ramo audiovisual – como fotógrafos que desejam ir além e oferecer um serviço diferenciado para seus clientes.
Não há dúvidas de que a DJI está de parabéns pelo mais recente modelo da série Phantom.
Iniciantes e hobbystas também conseguem se divertir bastante com o Phantom 3, visto que seu voo é estável, seus controles são intuitivos e os modos de restrição de área de voo impedem que você acabe perdendo o controle do VANT. Porém, não temos certeza de que o valor altíssimo para adquirir e manter um “brinquedo” desses é apropriado para quem quer simplesmente um equipamento para lazer.
De qualquer forma, não há dúvidas de que a DJI está de parabéns pelo mais recente modelo da série Phantom: a companhia mostra que marcas chinesas também possuem a capacidade de criar produtos de qualidade absurda voltados para profissionais exigentes.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Análise: drone Hubsan X4 H107C



Os drones – também conhecidos como Veículos Aéreos Não Tripulados (VANT) – viraram uma febre no mundo inteiro. Inicialmente projetados para finalidades profissionais, esses equipamentos logo caíram no gosto do povo quando os primeiros “drones civis” começaram a ser comercializados por empresas especializadas.
A Parrot, criadora do famoso AR.Drone, pode ser encarada como uma das responsáveis por fomentar esse mercado tão curioso – e ela permaneceu na posição de liderança dentro do segmento durante um tempo razoável. Hoje em dia, as gôndolas já oferecem uma variedade incrível de quadricópteros e hexacópteros para os mais diversos fins, como fotografia aérea, filmagens de eventos, corridas profissionais e, claro, puro lazer e entretenimento.
Apesar de não ser vítima de tanto marketing quanto um AR.Drone ou um DJI Phantom, um dos drones mais famosos existentes no mercado é o Hubsan X4. Fabricado pela chinesa Hubsan Technology, o quadricóptero é recomendado por especialistas em todo o planeta por ser um equipamento que consegue combinar um preço baixo com uma experiência agradável de voo. O TecMundo teve a oportunidade de experimentar o modelo durante algumas semanas, e agora você confere nossas impressões a respeito desse pequeno notável.

Conheça o modelo

Como dissemos anteriormente, o Hubsan X4 é um quadricóptero chinês (assim como o DJI Phantom) desenvolvido para ser a escolha certeira para o consumidor que deseja entrar no mundo dos drones sem gastar muito dinheiro. Fazer voar um multirrotor não é uma tarefa simples, e é comum que pilotos sem experiência acabem danificando seu equipamento ao batê-lo em paredes, árvores etc.
Sendo assim, iniciar no hobby com um modelo que custa milhares de dólares pode não ser uma ideia inteligente. Foi por isso que a Hubsan decidiu entrar no nicho de drones de baixo custo, e, ao que tudo indica, o investimento deu certo: a marca está presente no mercado internacional há anos e já desenvolveu uma série de versões de seu principal produto, que é justamente o Hubsan X4.
Atualmente, a companhia marca presença até mesmo em eventos de grande porte, como a Consumer Electronic Show (CES). Para elaborar esta análise, o TecMundo decidiu testar a edição H107C, que é a versão dotada de câmera e que pode ser facilmente encontrada por importadores independentes no território brasileiro – caso tenha a curiosidade, confira logo abaixo uma seção destinada exclusivamente a explicar as diferenças entre todas as edições do X4 que podem ser encontradas em nosso país.

Abrindo a caixa

A embalagem do Hubsan X4 não é uma das mais caprichadas que já vimos, mas não vamos julgar o livro pela capa. O drone vem em uma caixa de papelão pouco resistente e que provavelmente chegará amassada às suas mãos (já que o produto é importado e enfrenta uma jornada complicada até pousar no Brasil), havendo a possibilidade do aparelho também acabar sendo danificado. Dentro dela, encontramos uma proteção plástica maleável na qual os itens estão dispostos.
Além do quadricóptero em si, o Hubsan X4 vem com um transmissor (também chamado de radiocontrole), uma bateria de 380 mAh, quatro hélices reservas, uma ferramenta de ferro que facilita a retirada das hélices para manutenção e um manual de instruções em inglês. Também recebemos um protetor de hélices – porém, tudo indica que ele foi oferecido como um brinde do vendedor, pois o manual afirma que essa é uma peça vendida separadamente.
Ainda que seja um produto chinês e de baixo custo, o Hubsan X4 é um aparelho que ostenta um acabamento excelente. Sua construção transparece resistência, embora o produto seja leve e feito em plástico. As bases de seus “braços” são protegidas com um pedaço de borracha, amortecendo o impacto de quedas bruscas durante os pousos. Como ocorre em todo drone, as hélices são um tanto frágeis e quebram com o mínimo de impacto, razão pela qual recomendamos fortemente o uso do protetor.
Atualmente disponível em três cores distintas (preto com vermelho, preto com verde e vermelho com branco), o X4 possui luzes LED que facilitam a pilotagem durante a noite ou em ambientes fechados escuros. Os frontais são de cor azul, enquanto os traseiros são da cor vermelha. Isso pode confundir um pouco quem já estiver acostumado com outros modelos, visto que, geralmente, a cor vermelha simboliza a região frontal do VANT.

Primeiros voos

O quadricóptero já vem montado e pronto para voar; tudo o que você precisa fazer é inserir a bateria e o cartão micro SD (caso pretenda fazer filmagens) nos compartimentos corretos. Ambos estão localizados na “barriga” do X4. É necessário ficar atento ao procedimento correto para ativar o modelo: primeiro você liga o transmissor e só então liga o drone em si, conectando os fios que unem a bateria ao produto. Um “beep” deve ser ouvido.
Ainda que o flagship da Hubsan seja indicado para iniciantes, é um pouco difícil controlá-lo durante os primeiros voos – prepare-se para passar um bom tempo treinando até conseguir dominar seu minidrone. Por não ter GPS e outros sensores que equipam quadricópteros mais caros, o X4 insiste em se mover sozinho constantemente, exigindo que o piloto esteja sempre atento para ajustar o curso do modelo.
Em outras palavras: a estabilidade não é o ponto forte desse pequenino. Não pense que será possível mantê-lo parado no ar como um DJI Phantom ou um Parrot AR.Drone. Embora a Hubsan não divulgue essa especificação técnica, estima-se que o drone consiga atingir mais de 30 km/h – ou seja, é preciso ter olhos rápidos para acompanhar os movimentos do quadricóptero e não perdê-lo de vista, especialmente em ambientes abertos.
Falando por experiência própria, em nossos testes ficamos sem uma hélice e danificamos outra nos três primeiros voos com o X4 – e só então entendemos a necessidade de utilizar o protetor enquanto você está aprendendo a controlar o quadricóptero. Uma dica repassada por pilotos experientes é encontrar um ambiente fechado e treinar comandos simples com o VANT, como fazê-lo voar em círculos ou em “8” até se acostumar com os controles.

Detalhes do transmissor

Semelhante a um gamepad, o radiocontrole utilizado no Hubsan X4 é leve e ergonômico. Ele é alimentado por quatro pilhas AAA (as famosas “pilhas palito”), então certifique-se de ter algumas dessas quando comprar seu quadricóptero. A luz LED no centro do transmissor indica se há algum problema de comunicação com o drone (ela acende na cor vermelha) ou se eles estão pareados com sucesso (acende na cor verde).
A tela LCD exibe uma série de informações, incluindo status das pilhas e balanceamento do VANT. Basicamente, você não olhará para esse display enquanto estiver pilotando seu H107C – ele é útil somente para os momentos em que você estiver fazendo a trimagem (ajuste do trim, configuração feita para compensar tendências de voo caso o drone estiver “escorregando” muito em determinada direção).
Os comandos em si também são ajustáveis, mas, no padrão, a alavanca esquerda é responsável por acelerar o quadricóptero (fazendo com que ele aumente ou diminua sua altitude) e fazê-lo girar em torno do próprio eixo. Com a alavanca direita, você ordena que o X4 vá para frente, para trás, para a esquerda ou para a direita. É possível alterar a sensibilidade desses controles, mas as configurações de fábrica costumam agradar a maioria dos pilotos.
É importante ressaltar ainda que o Hubsan X4 possui dois modos de voo: o Normal e o Expert. Com este segundo (naturalmente voltado aos consumidores experientes), você pode fazer até mesmo algumas manobras com o drone, como flips em todas as direções possíveis. Para ativá-lo, basta pressionar a alavanca direita; a luz LED do transmissor piscará nas cores verde e vermelha, apontando que o modo está ativado.

Bateria: um quesito que sempre diminui a diversão

Quem gosta de pesquisar sobre drones sabe muito bem que a bateria dessas pequenas máquinas voadoras é um quesito que ainda precisa ser aprimorado. Os mais avançados quadricópteros do mercado não duram mais do que 25 minutos no ar (e estamos falando, por exemplo, de modelos usados por forças militares).
O Hubsan X4, como esperado, fica na média de autonomia para drones civis: é possível brincar com ele durante uns seis ou sete minutos até que sua bateria esteja completamente vazia. Antes de se desligar automaticamente, o quadricóptero avisa ao piloto que está ficando sem energia ao piscar todas as suas luzes LED ininterruptamente. A recarga, feita através de um carregador USB incluso na embalagem, demora cerca de 40 minutos.
Uma prática comum entre os consumidores do Hubsan X4 é adquirir pacotes com quatro baterias sobressalentes e um carregador não oficial capaz de carregá-las ao mesmo tempo (você pode encontrar esses kits por cerca de R$ 125). Algumas pessoas também adquirem baterias maiores, com capacidades de 500 mAh, mas tenha em mente que elas são mais pesadas e podem atrapalhar a estabilidade do seu drone.

Gravação de vídeos

A versão do Hubsan X4 testada pelo TecMundo foi a H107C, dotada de uma câmera de 0,3 MP capaz de gravar vídeos. Naturalmente, não se pode esperar que um aparelho de R$ 200 gere imagens em UHD. A resolução dos clipes gravados com o modelo é de 640x480 pixels, fazendo com que ele definitivamente não seja apropriado para quem deseja um drone principalmente para fazer fotografia aérea.
Ao menos a estabilidade da câmera é boa (confira exemplos no vídeo abaixo), visto que a lente está fixada no corpo do X4. Podemos dizer que os vídeos gravados com o H107C são o suficiente para você se divertir com os amigos e fazer umas brincadeirinhas para o YouTube – nada mais. Por conta da lente de qualidade duvidável, as imagens possuem cores nada fiéis e alguns chuviscos incômodos.
Outra decepção que tivemos com o gadget é a impossibilidade de iniciar e parar uma gravação remotamente por meio do radiocontrole. Você precisa apertar um botão minúsculo (localizado ao lado da entrada para cartões de memória) e só então o drone começará a gravar. Para finalizar e salvar a gravação, é preciso pressioná-lo novamente (caso você desligue o X4 sem apertar a tal tecla, o vídeo será excluído instantaneamente).


Manutenção: um dia você precisará fazê-la

Felizmente, é extremamente fácil encontrar peças de reposição para toda a família Hubsan X4 em território nacional. Por ser um modelo bastante famoso até mesmo no Brasil, muitos importadores mantêm um estoque local com conjunto de hélices sobressalentes (R$ 10 em média), motores (R$ 70), carcaças (R$ 40) e as placas responsáveis por controlar o drone (R$ 80).
Até o carregador e o radiocontrole estão à venda em terras tupiniquins por cerca de R$ 15 e R$ 50, respectivamente. É óbvio que você vai precisar de um ferro de solda (e habilidades para manejar o próprio) na hora de substituir um motor, por exemplo, mas nada extremamente difícil de aprender. Em comparação com outros quadricópteros disponíveis no mercado, o Hubsan X4 é bem fácil de ser reparado.

H107L, H107C, H107D... Qual é a diferença?

Como citamos anteriormente, a Hubsan Technology desenvolve e comercializa uma infinidade de versões do X4. Para facilitar a identificação de cada edição, a companhia altera a última letra do código de seu produto (H107), e é essencial conhecer cada uma delas para não errar na hora de comprar o seu drone (visto que quase todas já podem ser encontradas no mercado brasileiro sem muito esforço).
A H107L é a versão mais barata (cerca de R$ 150) e básica do X4: ela não possui câmera e sai de fábrica com uma bateria de 240 mAh. Logo acima temos a H107C, que foi a edição testada pelo TecMundo e possui uma câmera integrada. Vale observar que há ainda dois subtipos do H107C: um com câmera SD (de 0,3 MP) e outra com câmera HD (2 MP). Se qualidade de imagem for um ponto importante para você, essa segunda variante é a mais adequada.
Hubsan X4 H107D, um dos menores quadricópteros com suporte a FPV
Por fim, temos ainda a H107D, que já sai de fábrica equipada com um transmissor de vídeo para a prática de voo FPV (first person view, ou visão em primeira pessoa). Isso significa que, através de uma pequena tela LCD presente no radiocontrole do drone, você consegue ver em tempo real tudo o que estiver sendo capturado por sua câmera embutida. Essa versão é a mais cara de todas (cerca de R$ 800), mas também é a mais divertida.
A Hubsan pretende inserir outros modelos no mercado em breve, mas é provável que demorará bastante até vermos essas edições aprimoradas no Brasil. Além do H107C+ e do H107D+ (que são versões aprimoradas dos H107C e H107D convencionais, com câmeras de 720p), fará parte do futuro portfólio da companhia o H109 com motor sem escovas e o X4 PRO, com GPS, câmera Full HD, suporte Gimbal de três eixos e outros recursos para profissionais.
Hubsan X4 H109 com motor brushless

Vale a pena?

Você tem vontade de entrar para o mundo nos drones sem gastar muito dinheiro, apenas para confirmar se você gosta do hobby? Então o Hubsan X4 é apropriado para você. Embora tenha a aparência de um brinquedo e seja um pouco instável durante o voo, o modelo é bastante divertido de controlar e razoavelmente resistente, sendo uma excelente forma de começar a praticar suas acrobacias aéreas.
Leve, pequeno, com uma bateria de duração razoável e com um vasto estoque de peças sobressalentes e opcionais no território nacional, o H107C possui um custo-benefício interessantíssimo. A câmera dele é “Ok”, e sugerimos que você prefira investir na edição equipada com um sensor de 2 MP, capaz de gravar vídeos em uma qualidade bem superior (caso essa função seja realmente importante para você).
Em suma, o Hubsan X4 possui sim seus defeitos, mas não pense duas vezes antes de adquirir um caso você deseje um drone barato para iniciar no hobby – ou apenas se divertir nos fins de semana fazendo umas manobras bacanas.
Este produto foi adquirido pelo TecMundo para a realização desta análise.

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