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sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Japão mira carros com piloto automático e drones

Drone
Drone: decisão pode ser uma bênção para o setor automotivo japonês


O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, vai flexibilizar a regulamentação para permitir que carros com direção autônoma sejam testados em vias públicas no ano fiscal de 2017, com o objetivo de que as companhias forneçam o serviço nos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio.
A decisão de Abe, tomada em reunião com o chefe da Toyota Motor Corp e outros executivos, pode ser uma bênção para o setor automotivo japonês, que busca acompanhar o Google no desenvolvimento de carros com piloto automático.
Promover a tecnologia pode também incentivar a inovação e os gastos de capital, dois elementos que economistas dizem ser essenciais para o Japão interromper o ciclo que já dura décadas de entrar e sair da recessão.
"Os investimentos são chave para uma produtividade maior e, baseado nestes investimentos, podemos assumir a liderança ao iniciar a próxima revolução industrial", disse Abe nesta quinta-feira. Toyota, Nissan Motor Co e Honda Motor Co têm esperanças de lançar no mercado por volta de 2020 automóveis que permitam que o condutor acione o piloto automático, e gostariam de usar a Olimpíada de Tóquio como plataforma para apresentar os carros do futuro.
Abe também vai flexibilizar a regulamentação para permitir que pequenos drones entreguem encomendas em três anos, o que pode encorajar a inovação em outro campo que o Japão tem ficado para trás nos últimos anos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

A XMobots faz sucesso vendendo drones para o agronegócio

Giovanni Amianti
Amianti, da XMobots: seus drones para monitoramento de lavouras custam de 170 000 a 450 000 reais

Não são poucos os mercados que já foram invadidos pelos drones, os aviões não tripulados. Eles detectam e destroem alvos militares, vigiam fronteiras, filmam eventos, entregam produtos. Em cinco anos, o mercado global de drones passou de um faturamento de 5 bilhões para 14 bilhões de dólares.
Até aqui, as empresas mais bem-sucedidas são multinacionais com capacidade de investimento e grandes áreas de inovação. A fabricante de eletrônicos japonesa Sony anunciou um negócio de drones para vigilância. A varejista Amazon testa usar os aviõezinhos para entregas rápidas. A fabricante de processadores Qualcomm testa drones para transportar peças dentro das fábricas.
Mas há um mercado que está nas mãos dos pequenos fabricantes: a agricultura. Nos Estados Unidos, na França ou em Israel, quem está à frente da indústria de drones para o monitoramento das lavouras são empresas com poucos anos de vida e uma dúzia de funcionários. Isso acontece porque a geografia, o clima e o sistema de plantio do país são decisivos no tipo de tecnologia empregada.

Além disso, as grandes empresas preferem se dedicar a mercados mais consolidados, como o militar. Sobra, portanto, um enorme terreno para novatas como a americana Agribotix, a suíça senseFly, a francesa Airinov. Ou a brasileira XMobots.
Com sede em São Carlos, no interior de São Paulo, a XMobots faturou 6 milhões de reais no ano passado fabricando e vendendo drones com uma das maiores autonomias de voo do mundo — fundamentais para monitorar fazendas enormes, como as encontradas no Brasil.
Eles são equipados com oito softwares que executam serviços como monitorar lavouras, analisar relevo de fazendas, vigiar desmatamento, contar rebanhos bovinos. Para encontrar pragas na lavoura de soja, por exemplo, a empresa desenvolveu um sistema que utiliza infravermelho para identificar plantas doentes (veja quadro ao lado) e acelera o extermínio das pragas.
“A XMobots está em pé de igualdade com as melhores startups americanas. O desafio é criar um modelo de negócios e se espalhar pelo país o mais rápido possível”, diz o guru americano de tecnologia Chris Anderson, fundador da 3D Robotics, uma das maiores fabricantes de drones dos Estados Unidos. 
A XMobots tem apenas 30 funcionários. Foi criada na virada do século pelo engenheiro Giovanni Amianti, quando falar em drone era coisa de nerd. Em 2010, foi aceita na Cietec, aceleradora de negócios da Universidade de São Paulo. Dois anos depois, mudou-se para São Carlos, vizinha de duas tradicionais escolas de aviação.
Atualmente, a XMobots vende três modelos de drone que custam de 170 000 a 450 000 reais. Entre seus clientes estão gigantes do agronegócio, como a Raízen, e também empresas de outros setores, que adaptam os equipamentos da XMobots às suas necessidades, como a geradora de energia AES Tietê e a fabricante de aviões Embraer.
Amianti planeja dobrar de tamanho neste ano e chegar a 12 milhões de reais de faturamento. Em 2016, pretende atrair um investidor. Um novo sócio o ajudaria a se proteger contra uma concorrência crescente. A AGX, conterrânea de São Carlos, foi comprada em 2013 pela Transpreserv, empresa mineira especializada em topografia de áreas rurais e que fatura 450 milhões de reais.
A suíça senseFly estreou no Brasil no ano passado vendendo drones para a empresa de celulose Eldorado. A seu favor, além de produtos sob medida para o país, a XMobots tem uma assistência técnica mais próxima. Deu certo até aqui. Será o suficiente para manter o ritmo de voo da XMobots?

sábado, 25 de julho de 2015

Empresa desenvolve 'carro voador' que decola como um helicoptéro

A empresa Terrafugia anunciou um protótipo de carro voador que pode decolar de qualquer lugar, graças às suas lâminas de helicóptero, e ainda possui motor elétrico.



O Terrafugia TF-X tem a vantagem de não precisar de uma pista longa para decolar, podendo atingir voo apenas com um heliponto para decolar. O motor de 300 HP permite que o veículo atinja velocidades de até 320 km/h. Além disso tudo, o TF-X será parcialmente controlado por um computador, com um sistema que irá evitar automaticamente espaços aéreos restritos, tempo ruim e locais muito congestionados.
A empresa anunciou que o preço deve ficar na faixa da dos "veículos de luxo atuais". O desenvolvimento ainda deve devemorar de oito a 12 anos.

domingo, 7 de junho de 2015

Incrível vídeo de Ferrari sendo atingida por tintas UV

Não é todo dia que a Ferrari permiti que alguém ouse mexer na pintura de um dos seus belíssimos carros como o Califórnia T, porém o fotografo Suíço Fabian Oefner parece ter convencido do contrário com seu belíssimo vídeo mostrando o carro levando um banho de tinta UV em um túnel de vento a mais de 242 Km/h.
A filmagem aconteceu em Maranello na Itália no túnel de vento para testes de aerodinâmica da Ferrari. Foi preciso esperar que a velocidade do vento atingisse 242 Km/h para que a tinta fosse liberada e gerasse esse espetáculo. Ao todo foram usados 30 galões de tintas vermelho, azul e amarelo e cerca de 40 luzes UV para dar o efeito na visualização da tinta.
Fonte: Wired.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pilotos advertem para colisões entre drones e aeronaves

Drone equipado com câmera durante voo em Nova York
Drone voa em NY: Agência Federal de Aviação proíbe a utilização de drones para fins particulares, salvo exceções


Washington - Os drones (aviões sem piloto) de pequeno porte representarão um perigo para os aviões até que seja posta em prática uma regulamentação precisa nos Estados Unidos, advertiu o líder do sindicato mais importante de pilotos do mundo.
Lee Moak, presidente da Air Line Pilots Association (Alpa), fez o alerta na quarta-feira durante uma audiência na Câmara dos Deputados dedicada a estes aviões sem piloto, enquanto segurava um em suas mãos.
"Reconhecemos os benefícios potenciais da tecnologia de drones para a competitividade econômica de nosso país", afirmou Moak diante da comissão de Transportes da Câmara.
"Mas também entendemos os potenciais riscos de segurança, se não os tratarmos como aquilo que são: aeronaves no espaço aéreo", acrescentou.
A Agência Federal de Aviação (FAA) prometeu regular os voos de drones de menos de 25 quilos que se deslocam em baixas altitudes, o que compreende àqueles que pertencem a particulares.
No entanto, um responsável de segurança da FAA, Matthew Hampton, reconheceu que a data de publicação destas regras era incerta.
Entre 1º de junho e final de novembro, 25 encontros próximos à colisão entre um drone e um avião foram notificados à FAA, informou no final de novembro o jornal The Washington Post.
A FAA proíbe a utilização de drones para fins particulares, salvo exceções, e pede que voem a menos de 122 metros de altitude, longe dos aeroportos.
Na quarta-feira, o organismo liberou dessa proibição quatro empresas especializadas em vigilância aérea e controle de construções, após fazer o mesmo com sete profissionais audiovisuais, permitindo, desta forma, o uso de drones nas áreas de cinema e televisão.

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