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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Curso para pilotar drone varia de R$ 649 a R$ 7 mil


Drone: cursos custam de R$ 649 a R$ 7 mil e têm módulos online e práticos, com duração de horas a 1 mês.

O engenheiro Reinaldo Modesto, de 41 anos, comprou um drone no ano passado para ajudá-lo no mapeamento de terrenos, uma das atribuições da empresa de topografia que administra em Jundiaí, no interior de São Paulo. Mas a aeronave "fugiu".
"Por imperícia, eu perdi o drone. Ele voou longe, assim como meu dinheiro. Em questão de segundos, a aeronave subiu 50 metros e nunca mais a vi.", o engenheiro voltou a se interessar pelo equipamento e decidiu investir em um curso teórico e prático sobre drones.
"Agora a ideia é montar um e não mais comprar. E espero não perder mais nenhum", diz.
Ainda sem regulamentação e sem uma habilitação oficial determinada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre quem pode operá-los, os drones estão criando um novo mercado no país: o de aulas de montagem e pilotagem para esse tipo de aeronave.
Os cursos levantados pela reportagem custam de R$ 649 a R$ 7 mil, e têm módulos online e práticos, com duração de algumas horas a 1 mês.
"Os drones estão sendo vendidos em qualquer lugar, na Santa Ifigênia (centro), nas lojas de eletrodomésticos. É muito fácil comprar um, mas é perigoso se a pessoa não tiver recebido treinamento para operá-lo", explica Ernando Bressan, publicitário e dono há três anos da Droneview.TV, que presta serviço de filmagem e mapeamento.
Desde janeiro, ele dá aulas mensais sobre as aeronaves em São Paulo. "As pessoas acham que basta a aula prática, mas essa é a parte mais fácil. Eu falo sobre como ingressar no mercado, as possibilidades em engenharia, cinema, publicidade e, claro, sobre segurança. Tem de preservar a privacidade, respeitar um limite de altura e manter uma distância segura de aeroportos", afirma Bressan.
Estima-se entre 50 mil e 100 mil os veículos do tipo no país, mas não há um levantamento oficial feito pela Anac. A maior preocupação das autoridades - e dos cursos que estão surgindo - é com a segurança.
Segundo Emerson Granemann, diretor da empresa de geoprocessamento MundoGEO e idealizador da primeira feira de drones no país, que ocorreu em São Paulo, em outubro, cerca de 20 mil profissionais oferecem hoje trabalho com Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants, nome técnico dos drones). No ano que vem, de 3 mil a 5 mil empregos devem ser criados.

Perfil

A escola onde o engenheiro Reinaldo Modesto fez seu curso é a Futuriste Tecnologias, aberta no ano passado em São Paulo. Raquel Molina, diretora executiva, diz que os alunos são, em geral, homens entre 25 e 35 anos - até hoje, somente uma mulher fez a capacitação.
"Poucos vêm por hobby, como era no caso de aeromodelismo. Eles querem usar o aprendizado comercialmente", afirma Raquel. Perfis variados têm buscado as aulas - na Droneview.TV, uma das turmas tinha até uma arqueóloga.
O crescimento da demanda na empresa de mapeamento aéreo G-Drones fez o geógrafo George Longhitano lançar a Escola Profissional de Vants, também na capital paulista, cuja primeira turma começará as aulas em fevereiro.
"São três módulos que envolvem os conceitos técnicos, pilotagem, planejamento de missões aéreas, mapeamento e processamento de dados", explica Longhitano. "Assim que a Anac regular o uso de drones vamos buscar a certificação para os alunos saírem com 'diploma'", diz.
A agência afirmou em nota que a área técnica está analisando as contribuições da população a respeito das normas sobre drones. A previsão é que a regulamentação seja publicada até a Olimpíada no Rio.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Brasil tem apenas 7 drones dentro das normas


Embora uma proposta de regulamentação para operações não experimentais esteja em fase de construção, a Anac veta o uso de drones sem autorização

São Paulo - Eles são cada vez mais onipresentes nos céus. É só olhar para cima: shows, casamentos, manifestações - basta um grande evento e lá vem um drone bisbilhoteiro filmando tudo. Levantamento obtido pela reportagem do jornal O Estado de S. Paulo mostra, entretanto, que apenas sete veículos aéreos não tripulados (VANTs, como são chamados os drones) estão regularizados no País.
Estima-se entre 50 mil e 100 mil os veículos do tipo no País - não há um número preciso, porque muitos são importados ilegalmente. De acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os sete VANTs que têm o Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave) são: dois da Polícia Militar Ambiental de São Paulo, dois da Polícia Federal, um do Departamento Nacional de Produção Mineral e dois da empresa Xmobots, localizada em São Carlos, no interior paulista.
Há duas formas de regular o uso desse equipamento hoje, segundo a Anac: como aeromodelismo (uso recreativo) ou para operações experimentais (geralmente voltadas a pesquisas). Embora uma proposta de regulamentação para operações não experimentais esteja em fase de construção, a Anac veta o uso das aeronaves sem autorização.
"A instrução da Anac prevê explicar seu projeto (de uso do drone) e fazer o pedido (de autorização) com base na normativa atual. Então, as filmagens comerciais estão irregulares", diz o engenheiro e advogado especialista em tecnologia Hélio Ferreira Moraes, do escritório Pinhão e Koiffman Advogados.
Para Moraes, o principal desafio é aplicar sanções a quem já atua na ilegalidade. "A Anac está anunciando uma consulta pública que regulamentaria o uso comercial dos drones, com categorias conforme peso e aplicação, mas está anunciando isso há mais de ano. O negócio está bem atrasado, todo mundo usando sem fiscalização", afirma.
"Independentemente de regulamentar, a Anac já teria de fiscalizar, mas, se for considerar que o órgão ainda tem de fiscalizar autorização de aeroporto, licença de aeronave, etc, é difícil imaginar que vá dar alguma prioridade aos drones."
Caminho da lei
Para o engenheiro mecânico Giovani Amianti, diretor da Xmobots, a dificuldade da legalização, do ponto de vista empresarial, é o alto custo. "É preciso um certificado de responsabilidade técnica, emitido por um engenheiro, tem o trabalho do despachante, obrigatoriedade de seguro e taxas. Não sai por menos de R$ 15 mil", afirma. É por isso, de acordo com ele, que as sete aeronaves regulamentadas são as de grande porte (mais de 7 kg), que custam entre R$ 150 mil e R$ 800 mil.
Riscos
A minuta que está sendo preparada pela Anac e que deverá ser levada para consulta pública se preocupa especialmente com o risco de acidentes, tanto os que envolvem quem está em solo quanto eventuais choques com aviões e helicópteros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Edison Veiga e Mônica Reolom, do Estadão Conteúdo

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Pilotos advertem para colisões entre drones e aeronaves

Drone equipado com câmera durante voo em Nova York
Drone voa em NY: Agência Federal de Aviação proíbe a utilização de drones para fins particulares, salvo exceções


Washington - Os drones (aviões sem piloto) de pequeno porte representarão um perigo para os aviões até que seja posta em prática uma regulamentação precisa nos Estados Unidos, advertiu o líder do sindicato mais importante de pilotos do mundo.
Lee Moak, presidente da Air Line Pilots Association (Alpa), fez o alerta na quarta-feira durante uma audiência na Câmara dos Deputados dedicada a estes aviões sem piloto, enquanto segurava um em suas mãos.
"Reconhecemos os benefícios potenciais da tecnologia de drones para a competitividade econômica de nosso país", afirmou Moak diante da comissão de Transportes da Câmara.
"Mas também entendemos os potenciais riscos de segurança, se não os tratarmos como aquilo que são: aeronaves no espaço aéreo", acrescentou.
A Agência Federal de Aviação (FAA) prometeu regular os voos de drones de menos de 25 quilos que se deslocam em baixas altitudes, o que compreende àqueles que pertencem a particulares.
No entanto, um responsável de segurança da FAA, Matthew Hampton, reconheceu que a data de publicação destas regras era incerta.
Entre 1º de junho e final de novembro, 25 encontros próximos à colisão entre um drone e um avião foram notificados à FAA, informou no final de novembro o jornal The Washington Post.
A FAA proíbe a utilização de drones para fins particulares, salvo exceções, e pede que voem a menos de 122 metros de altitude, longe dos aeroportos.
Na quarta-feira, o organismo liberou dessa proibição quatro empresas especializadas em vigilância aérea e controle de construções, após fazer o mesmo com sete profissionais audiovisuais, permitindo, desta forma, o uso de drones nas áreas de cinema e televisão.

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