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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Um lembrete da importância de sempre usar preservativo

Estas imagens mostram o que a sífilis pode causar quando se pratica sexo sem preservativo: Tudo começa com nódulos indolores, que logo se convertem em dolorosas úlceras de pele, cheias de pus. O paciente das fotos é um chinês de 38 anos, que está sendo tratado no Hospital Universitário de Shenyang, na China.
Os médicos têm publicado estas imagens na revista ‘The Lancet‘ para mostrar os efeitos graves da doença. O paciente disse que teve relações sexuais com quatro mulheres no ano passado.
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

O dispositivo que vai revolucionar o mundo


Um novo aplicativo para smartphone que examina amostras de sangue para HIV e sífilis em apenas 15 minutos pode salvar milhões de vidas em todo o mundo, de acordo com cientistas. O software, desenvolvido por especialistas biomédicos da Universidade de Columbia, nos EUA, analisa as amostras de sangue colhidas com um dispositivo de punção digital ligado ao celular. O kit, que pode ser ligado a qualquer smartphone ou computador, replica um teste de laboratório e pode dar um diagnóstico em apenas 15 minutos. 

O dispositivo é quase 540 vezes mais barato do que as máquinas atuais usadas nos laboratórios para detecção de vírus HIV, e já foi testado em pacientes em Luanda durante um estudo de campo inicial. Os profissionais de saúde testaram o sangue de 96 pacientes que frequentaram clínicas de prevenção, e também os que aceitaram fazer a testagem voluntária nas ruas. 

O aparelho foi desenvolvido para ser pequeno e leve o suficiente para caber em uma das mãos. Sua energia é carregada a partir do smartphone ou do laptop, o que permite que ele seja usado em áreas remotas, longe da civilização. Na África, onde o vírus HIV existe em massa até mesmo nessas regiões mais longínquas, o aplicativo é praticamente revolucionário. 

Samuel Sia, professor de engenharia biomédica na Universidade de Columbia, disse que o trabalho da equipe mostrou que testes completos de laboratório de qualidade podem ser executados no aplicativo de smartphone. Isso faria com que um diagnóstico confiável fosse acessível a quase toda a população com acesso a um smartphone e ao dispositivo, que ainda não está disponível nas farmácias. “Esse tipo de recurso pode transformar a maneira como os serviços de saúde são disponibilizados em todo o mundo”, acrescentou.


No passado, a equipe do professor Sia tinha trabalhado na criação de kits de teste em miniatura para sífilis e outras doenças sexualmente transmissíveis. Ele disse: “Nós sabemos que o diagnóstico precoce e o tratamento em mulheres grávidas com HIV pode reduzir muito as conseqüências adversas para elas próprias e seus bebês também.” 

O novo kit que consiste do dispositivo com o aplicativo deverá custar algo em torno de 35 dólares (90 reais) para ser fabricado, o que é verdadeiramente revolucionário em comparação com o custo de uma máquina de laboratório padrão, que custa em torno de 18.500 dólares (50 mil reais). 

Em Luanda, os profissionais de saúde foram dados 30 minutos de treinamento apenas, e 97% dos pacientes disseram que recomendariam o dispositivo. A rapidez, a capacidade de oferecer resultados para várias doenças venéreas e a simplicidade do procedimento foram os aspectos mais elogiados do produto, de acordo com o professor Sia. Ele disse: “Nosso aparelho apresenta novos recursos para uma ampla gama de usuários, de prestadores de cuidados de saúde até os próprios consumidores. Ao aumentarmos a detecção de infecções de sífilis, podemos ser capazes de reduzir as mortes dramaticamente. E nos casos de Aids, o dispositivo é fundamental, pois é altamente sensível e preciso, principalmente em casos de falsos negativos do vírus. Isso os ajudará com a terapia anti-retroviral imediata.” 

O trabalho da equipe de Sia foi publicado na revista Science Translational Medicine

A tendência é que o dispositivo fique cada vez menor e mais preciso. Ou seja, o uso da camisinha pode ser descartado futuramente desde que o aparelho cubra todas as DST’s em um tempo pequeno, bastando as duas pessoas, prestes a fazer o bom e velho tchakabum, se testarem antes do ato.

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