domingo, 21 de junho de 2015

Site brasileiro vende imagens de internautas; veja como lucrar com sua foto



: Praticante de kitesurfe ao pôr do sol, em Barra Grande (PI), é uma das fotos do fotógrafo amador Marcos Amend disponíveis no banco de imagens CrayonStock; Amend ganha, em média, R$ 400 por mês com a venda de suas imagens no site.
Marcos Amend/CrayonStock





Fotógrafos profissionais e amadores que produzem imagens com rostos, paisagens e costumes brasileiros podem fazer um dinheiro extra ao disponibilizá-las em bancos de imagens. É o que faz o pesquisador Marcos Amend, 46, que ganha, em média, R$ 400 por mês com a venda de suas imagens no site brasileiro CrayonStock e em estrangeiros, como o Shutterstock.
Ele disponibilizou cerca de 120 fotos, que foram tiradas enquanto era diretor de uma ONG (organização não-governamental) de preservação ambiental. Suas imagens de florestas, animais e vida selvagem têm de 400 a 500 downloads por mês nos sites.
"No início, fazia as fotografias pensando apenas em registrar boas fotos, não considerava vendê-las para bancos de imagens. Hoje, quando vou fotografar, já penso em ângulos diferenciados, na qualidade do arquivo e até nas palavras-chave que poderei usar para classificá-las", diz. 
A CrayonStock, que entrou em operação em março deste ano, conta com um acervo de 246 mil fotos enviadas por fotógrafos profissionais e pessoas comuns. As imagens tanto podem ser documentais --retratam a realidade--, quanto produzidas, ou seja, mostrarem modelos, por exemplo. Antes de serem disponibilizadas, elas passam por uma curadoria. 
"Consideramos a qualidade da foto e do arquivo, como o olhar do fotógrafo e a resolução, se há autorização do uso de imagem das pessoas que aparecem na foto, o apelo comercial e o ineditismo", diz Luca Atalla, 41, criador do site.
Entre os compradores estão agências de publicidade, editoras e empresas que utilizam fotos em seus materiais de comunicação. Há opções de assinatura a partir de R$ 97 mensais (até 150 fotos por mês) a R$ 557 (até 25 fotos por dia), no modelo "royalty free", que não especifica o uso da imagem.
O fotógrafo recebe uma comissão de 50% do preço de venda da foto. O valor final depende do preço do plano ao qual o cliente aderiu e do número de imagens que ele pode baixar. Se o cliente tiver uma assinatura de R$ 97, por exemplo, o fotógrafo receberá R$ 0,32 por foto. Ou seja, para ter uma boa remuneração, é necessário disponibilizar muitas fotos e ter muitos downloads.
A empresa começou com investimento-anjo de R$ 1 milhão e pretende faturar o mesmo montante no primeiro ano de funcionamento, quando espera chegar a 400 mil imagens no portfólio. 

Outras empresas já faturam com o segmento, que deve crescer, diz professor

Existem no mercado bancos de imagens brasileiros com mais de 10 anos de existência, como a Pulsar Imagens, fundada em 1991, e o SambaPhoto, criado em 2001. Ao contrário da CrayonStock, essas empresas priorizam fotos documentais e artísticas, em que o olhar profissional do fotógrafo conta muito.
Célio Placer, professor de planejamento estratégico da FIA, diz que a demanda por fotos tipicamente brasileiras é crescente em todo o mundo, pois o país tem ganhado representatividade no cenário internacional. Isso tem criado oportunidades para os bancos de imagens. No entanto, para sobreviver, as empresas deverão apostar em um bom acervo e em parcerias comerciais.
"Quem tiver o maior acervo terá maior penetração de mercado. E, para ter o maior acervo, é necessário remunerar bem o fotógrafo. Também é interessante buscar parcerias com grandes grupos de mídia, por exemplo, identificar suas necessidades e desenvolver produtos focados nelas", afirma.



Dicas para vender suas fotos para bancos de imagens
  • Invista em bons equipamentos
    A qualidade da foto é essencial para ser aceita e comercializada em bancos de imagens. Com uma câmera do tipo reflex e uma lente de 50 mm, já é possível começar a fotografar. Os arquivos devem ter o tamanho mínimo de 1MB. Além de uma boa câmera, um tripé pode ajudar a evitar tremores em fotos produzidas
  • Apure o olhar
    O olhar do fotógrafo é fundamental. Aposte em imagens com novos ângulos ou com uma iluminação diferente
  • Não adultere a imagem original
    Evite aplicar filtros ou mesmo retocar a foto. Os bancos de imagens têm equipes específicas para isso. Quanto mais perto do original, melhor

  • Tenha autorização de uso de imagem de pessoas
    Se retratar pessoas, você precisará de um termo de autorização de uso de imagem, pois a foto pode parar em um anúncio, por exemplo. Acesse um modelo do documento por computador e tablet (clique nesta mensagem) ou celular (digite ou copie: http://zip.net/bpqtpr)
  • Procure referências
    Em fotografia, referência é fundamental. Pesquise os bancos de imagens e entenda o perfil de cada um para saber o que tem mais apelo comercial
Fonte: Luca Atalla, da CrayonStock

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